Justiça libera assembleia do Corinthians que pode abrir espaço para SAF
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May 26, 2026
A Justiça de São Paulo acatou o pedido de sócios do Corinthians e determinou que a Assembleia Geral Extraordinária marcada para o dia 20 de junho seja realizada. A reunião no Parque São Jorge deve decidir sobre a reforma de estatuto do clube. A mudança pode aprovar, entre outros pontos, a aceitação do modelo se SAF – Sociedade Anônima do Futebol. Na decisão, o juiz Rafael Viotti Schlobach, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, validou provisoriamente o edital de convocação da assembleia. Para o magistrado, o perigo de dano iminente e o cenário institucionalmente conturbado e polarizado entre os órgãos diretivos da instituição, justificam a convocação assembleia. O juiz também afirmou que impasses políticos dentro do Conselho Deliberativo não podem impedir que os associados decidam sobre mudanças no estatuto. O Corinthians, que figura como réu na ação, tem 15 dias para apresentar recurso. Até o momento o Corinthians não respondeu a reportagem da CBN. A ação foi apresentada por seis associados do Corinthians. Eles alegam que existe risco concreto de nova tentativa de suspensão ou esvaziamento da assembleia por parte de conselheiros de oposição e integrantes do Conselho de Orientação, o CORI. Isso porque a Justiça paulista já havia travado a primeira tentativa de votação da reforma, em assembleia que estava marcada para o dia 18 de abril e foi suspensa após uma liminar concedida pela mesma 3ª Vara Cível do Tatuapé. Em março, antes de conselheiros se reunirem para votar a reforma do Estatuto, houve uma confusão entre o mandatário Osmar Stábile e o então presidente do Conselhor Deliberativo Romeu Tuma Júnior. Stábile acusou Tuma de interferir na direção do clube de ter feito ameaças contra o cartola. A reunião foi encerrada. Tuma foi afastado de forma cautelar do Conselho Deliberativo por supostas irregularidades na condução do processo. O afastamento não impediu que Tuma convocasse uma assembleia geral para abril. No entanto, a Justiça suspendeu o ato. Na última decisão, o juiz Schlobach entendeu que os órgãos do clube corrigiram os impeditivos que existiam, destacou que o Conselho Deliberativo havia reconhecido, em 2025, a necessidade de reformar o Estatuto e avaliou que por mais que o órgão tenha rejeitado o texto da proposta, isso não impede que o tema seja levado aos associados.
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