Presidente da Fiesp vai se reunir com Alcolumbre para tentar adiar mudanças na escala 6x1
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May 26, 2026
Em uma tentativa para adiar as mudanças previstas com o fim da escala de trabalho 6x1, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, marcou para a tarde de hoje (26), às 15h, uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e outros representantes do setor produtivo. O objetivo é empurrar a votação no Senado para depois das eleições de outubro. Segundo interlocutores às CBN, os empresários não se opõem ao debate, mas querem que ocorra fora do calendário eleitoral, sem ser de forma açodada; e respeitando as diferenças de cada setor. Comissão da Câmara deve votar nesta quarta (27) fim da escala 6x1 e jornada de 40h semanais As empresas também preparam campanhas publicitárias alertando que a mudança rápida na jornada pode causar aumento de preços para o consumidor. O anúncio de que a transição para o fim da escala de trabalho 6x1 será de apenas um ano pegou de surpresa o setor empresarial e deputados e senadores do Centrão. A expectativa do grupo era de um prazo de adaptação de até quatro anos. Com a pressão das eleições, pelo fato da proposta ter um forte apelo eleitoral, parlamentares avaliam que não há mais tempo para alterar o texto na Câmara. Por isso que a estratégia dos empresários agora é tentar negociar prazos maiores no Senado Federal, nesse momento em que Davi Alcolumbre está em uma relação fragilizada com Lula, após a derrota de Jorge Messias, indicado ao STF. No entanto, de acordo com senadores à CBN, os parlamentares da oposição vão discursar contra e tentar mudar o texto, mas não vão votar contra assim como aconteceu na votação da ampliação da isenção do Imposto de Renda. A articulação mudou de foco após o presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmar o acordo firmado com o presidente Lula ontem. Pela proposta, a escala 6x1 acaba em dois meses depois da PEC promulgada, com a implementação da jornada 5x2, com dois dias de descanso. A jornada cai para 42 horas semanais também em 60 dias, e chega às 40 horas um ano depois. E todas as mudanças sem redução de salário. O texto deve ser votado na comissão especial nesta quarta-feira e ir ao plenário já na quinta, como prometeu Hugo Motta. Ainda nesta terça, deputados avaliam apresentar destaques na Comissão Especial para alterar o texto com um maior tempo para adaptação das empresas às mudanças e compensação fiscal, no sentido permitir que créditos do IR possa eliminar custos.
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