{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreig3dvnmgkck7kfvuyfnyxowe4hwucjzvm6clfxq6zwcnruijk4ddq",
"uri": "at://did:plc:ozyukmutyreglxifxuzagnly/app.bsky.feed.post/3mmrbvz62bb32"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiagh2gbbb5berb5yigbwkzg5e44fma2qqm2xxbdoyw6hdlcp6dniy"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 107010
},
"path": "/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/26/caso-henry-borel-delegado-diz-que-jairinho-e-monique-montaram-farsa-ensaiada-sobre-morte.ghtml",
"publishedAt": "2026-05-26T14:59:57.000Z",
"site": "https://cbn.globo.com",
"tags": [
"cbn"
],
"textContent": "\nO julgamento do caso Henry Borel foi retomado, nesta terça-feira (26), com o depoimento do delegado Edson Henrique Damasceno. Ele foi o responsável por acompanhar as investigações e é considerado uma peça-chave na construção da acusação. Henry Borel tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021. O laudo do IML apontou lesões internas compatíveis com agressão física. Jairinho é acusado de ser o autor das agressões. Monique Medeiros, mãe da criança, responde por homicídio por omissão. O delegado Edson Henrique Damasceno disse que Jairinho e Monique montaram uma 'farsa ensaiada' para tentar enganar a polícia sobre as circuntâncias da morte de Henry. “Na investigação a gente viu uma 'farsa ensaiada', que as versões eram mentirosas e as lesões do menino eram incompatíveis com qualquer queda de cama. Lesões gravíssimas” O delegado disse ainda que ficou sabendo da morte após uma comunicação de Leniel Borel, pai de Henry, e logo tomou providências para preservar o apartamento onde o garoto vivia com a mãe e o padastro. Edson Henrique Damasceno disse também que pediu perícia no apartamento na Barra da Tijuca, só que o imóvel acabou sofrendo alterações: limpeza e arrumação pela empregada. O policial explicou que a ocorrência chegou como um possível acidente doméstico. Mas, ao longo da investigação, laudos periciais passaram a indicar um cenário diferente, que eram lesões de agressões e não uma queda de uma cama. \"Eu tô acostumado com esse tipo de ocorrência. Mais da metade da carreira. Tem coisas que são comuns, outras não. Chamam atenção. Em casos assim é normal ver a família destruída. A pessoa quer saber a verdade e não tá preocupada em ser treinada a prestar depoimento. É um ente querido que destrói a família pra sempre.\" Além de Edson Henrique Damasceno, devem ser ouvidos hoje a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, também responsável pela investigação do caso, o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito Luiz Carlos Leal Prestes. Todos esses depoimentos estavam previstos para ontem. A promotoria tenta responsabilizar o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto de Henry, e Monique Medeiros, mãe do menino, pela morte da criança. A expectativa é que o júri se estenda ao longo de toda a semana. Nessa segunda-feira (25), primeiro dia do julgamento, nenhum dos quatro depoimentos previstos chegou a acontecer. Grande parte da sessão foi dedicada à análise de mais de 20 requerimentos apresentados pela defesa de Jairinho, todos negados pela juíza Elizabeth Machado Louro. Os advogados alegaram supostas nulidades no processo, e a leitura dos pedidos consumiu mais de uma hora e meia da audiência. Jairinho chegou a ameaçar dispensar a própria defesa. Ele afirmou que gostaria de ser representado por um advogado que está internado. A juíza, no entanto, indicou que uma nova tentativa de adiamento poderia resultar na transferência do ex-vereador para um presídio com regras mais rígidas. Após a advertência, ele recuou.",
"title": "Caso Henry Borel: delegado diz que Jairinho e Monique montaram 'farsa ensaiada' sobre morte"
}