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Saúde mental no trabalho: entenda o que muda com as novas regras da NR-1

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] May 26, 2026
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As novas regras da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passam a valer a partir desta terça-feira (26) e aumentam as obrigações das empresas na prevenção de riscos à saúde mental dos trabalhadores. Lula assina decreto com subsídio de R$ 0,44 por litro para tentar conter alta da gasolina Comissão da Câmara deve votar nesta quarta (27) fim da escala 6x1 e jornada de 40h semanais Em entrevista ao Jornal da CBN, Djacir Figueirêdo Neto, médico-psiquiatra do Hospital Sírio-Libanês, explicou como a mudança funciona na prática e o que deve ser implementado. O que muda com a nova NR-1? A principal mudança é a inclusão dos chamados riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso significa que as empresas passam a ter de identificar e controlar fatores que podem afetar a saúde mental dos funcionários. "Os fatores psicossociais vão precisar ser bem identificados, avaliados e controlados dentro das organizações do trabalho, no entendimento de que o trabalho pode ser um espaço que contribui para o sofrimento psíquico e o adoecimento mental dos colaboradores." Entre os pontos de atenção estão: Sobrecarga de trabalho; Metas consideradas inalcançáveis; Casos de assédio moral ou sexual; Falhas na liderança; Problemas de comunicação interna; Situações de violência no ambiente corporativo. As empresas passam a ser cobradas a adotar iniciativas preventivas para promover e preservar a saúde mental dos trabalhadores. De acordo com o psiquiatra, reduzir a política de saúde mental a ações como palestras motivacionais, ginástica laboral ou aplicativos de meditação é uma abordagem simplista. Embora possam ajudar, essas iniciativas não substituem medidas estruturais mais amplas. Entre as ações consideradas essenciais estão a capacitação de gestores para identificar sinais de sofrimento psíquico e conduzir equipes de forma saudável, a criação de canais seguros e confidenciais para denúncias de assédio e violência, além da revisão de metas e indicadores para garantir objetivos alcançáveis. Segundo o especialista, norma também reforça que a responsabilidade não é exclusiva do RH, mas de toda a estrutura organizacional. "A ideia é que todo o ecossistema da empresa esteja alinhado para que essas medidas possam acontecer de forma harmônica e genuína, porque aí a gente pode pensar também que haverá eventuais grupos de empresas que irão fazer algo com a ideia de não cair na fiscalização do Ministério do Trabalho, mas essa norma surge com a ideia de gerar um impacto verdadeiro." Fiscalização O dr. Djacir Figueirêdo Neto alerta, no entanto, para o risco de que algumas empresas adotem medidas sem efetividade real. Segundo ele, a fiscalização deverá observar se há dados consistentes de monitoramento e práticas concretas de prevenção. "A própria fiscalização tem como consequência algumas medidas punitivas que a gente sabe, do ponto de vista administrativo, os auditores fiscais do Ministério do Trabalho que não conseguem identificar que essa empresa está fazendo uma avaliação adequada, é uma empresa que pode sofrer autuações, multas, ela pode ser obrigada a corrigir essas irregularidades encontradas e, na esfera trabalhista também."

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