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"textContent": "\nO maior ladrão de obras de arte do país tentou vender por R$ 115 mil parte das peças roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo. A Polícia Civil identificou Laéssio Rodrigues de Oliveira como mandante do crime e descobriu que, antes do assalto, ele fez pesquisas no Google sobre obras específicas do acervo da biblioteca. Entre as peças roubadas estão oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari. O delegado Ronald Quene disse que a polícia chegou ao mentor intelectual do crime após a quebra do sigilo telefônico e o acesso aos dados armazenados no celular de um dos ladrões: “Ele pesquisou Henri Matisse e Cândido Portinari, justamente as que foram roubadas. E logo depois do roubo da Biblioteca Mario de Andrade, ele começou a pesquisar valores específicos dessas obras, avulsamente. Leilões internacionais, leilões nacionais. E começaram diversas ligações para várias pessoas que estão sendo investigadas.” Fotos mostram antes e depois de exposição na Biblioteca Mário de Andrade, em SP, onde obras de artes foram roubadas Reprodução Segundo a investigação, Laéssio e o companheiro dele, Carlos Leandro Ferreira da Silva, de 38 anos, foram atrás de um dos executores do roubo, Gabriel Pereira de Melo, de 40 anos, conhecido como Gargamel, que está foragido. Laéssio Rodrigues de Oliveira ficou conhecido por furtos de milhares de peças raras em bibliotecas e museus brasileiros desde os anos 1990 e foi tema do documentário “Cartas para um Ladrão de Livros”, do Globoplay. O casal já tinha sido preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro em abril, após tentar corromper um segurança de um instituto federal para furtar obras de arte. A terceira pessoa presa nesta sexta-feira é Regiane Rodrigues da Silva, de 44 anos, suspeita de se passar por pesquisadora para identificar obras raras em acervos públicos. Ela também teria ajudado a encobrir a fuga dos dois ladrões que levaram as obras. Além das prisões, policiais cumpriram mandados de busca em estabelecimentos do setor de leilões e comercialização de obras de arte. No assalto à Biblioteca Mário de Andrade, dois homens armados invadiram o prédio, renderam um vigilante e três visitantes e fugiram em direção à estação Anhangabaú do metrô levando 13 obras e documentos históricos. Um dos ladrões foi preso pouco tempo depois. As obras ainda não foram recuperadas. A investigação suspeita que as peças tenham sido enviadas ao exterior. . A investigação suspeita que as peças tenham sido enviadas ao exterior.",
"title": "Maior ladrão de obras do país pesquisou leilões no Google após roubo em SP, diz polícia"
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