Caso Marielle: STF torna réus os policiais Rivaldo Barbosa, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros
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May 21, 2026
A Primeira Turma do Supremo decidiu, por unanimidade, tornar réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto no inquérito que investiga crimes relacionados ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os votos mais recentes ocorreram na manhã desta quinta-feira, feitos por Flávio Dino e Cármen Lúcia, que acompanharam o relator Alexandre de Moraes. Os três policiais foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça nas investigações sobre os homicídios de Marielle e Anderson. Segundo a denúncia, Rivaldo Barbosa teria liderado uma organização criminosa dentro da Polícia Civil do Rio para atrapalhar investigações de homicídios, incluindo o caso da vereadora. De acordo com a PGR, o grupo atuava no desaparecimento de provas, realocação de inquéritos, ocultação de elementos probatórios, falta de preservação de evidências e até incriminação de terceiros inocentes. Rivaldo Barbosa assumiu o comando da Polícia Civil do Rio em 2018, um dia antes do assassinato de Marielle Franco. Depois da nomeação, ele escolheu Giniton Lages para chefiar a Delegacia de Homicídios e conduzir as investigações do caso. Marco Antonio de Barros Pinto já atuava na especializada. Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF condenou os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por serem apontados como mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Na mesma decisão, o colegiado condenou Rivaldo Barbosa a 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução de Justiça. A CBN tenta contato com os advogados dos acusados para uma posição.
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