Após críticas de empresariado paulista, Alckmin defende 'diálogo' para avanço da proposta do fim da escala 6x1
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May 18, 2026
O vice-presidente Geraldo Alckmin ouviu críticas do empresariado paulista à proposta que prevê o fim da escala 6x1 durante a abertura da APAS Show, uma das principais feiras supermercadistas do país, realizada nesta segunda-feira (18), em São Paulo. Lula volta a falar em terras raras e manda recados à oposição Flávio Bolsonaro articula reação no Congresso para conter desgaste após vazamento sobre Banco Master Representantes de entidades do comércio, da indústria e do setor de supermercados afirmaram que a redução da jornada de trabalho precisa ser debatida sem urgência e alertaram para possíveis impactos econômicos e aumento de custos para empresas. O presidente da Associação Paulista de Supermercados, Erlon Ortega, por exemplo, afirmou que o setor já enfrenta dificuldade para preencher vagas de trabalho. Já o governador Tarcísio de Freitas criticou a forma como a proposta vem sendo discutida e disse que o debate não pode “enganar o trabalhador”, ao defender medidas de desoneração para o setor produtivo: "É lógico que todo mundo quer que o trabalhador possa passar mais tempo em casa, possa ter uma escala menor, ganhar a mesma coisa e estar com os seus entes queridos. Mas a gente não pode enganar o trabalhador. Essa é a grande questão. E trabalhador e empreendedor funcionam juntos, formam um único sistema. Não adianta achar que vai cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador. E não adianta achar que de repente aquele trabalhador que vai ter uma jornada reduzida, mas vai perder o seu poder de compra, vai aproveitar essa jornada com a sua família. Vai ter que perder o tempo livre fazendo o bico para garantir o mínimo de renda. E isso é extremamente preocupante", disse. Questionado sobre as "alfinetadas" recebidas de quase todas as autoridades, Alckmin respondeu que o tema precisa ser tratado com diálogo: "Olha, é o caminho do diálogo, né? Sempre esse é o bom caminho. Eu até dei aqui o depoimento de uma moça (...). Ela falou, olha, eu estou trabalhando aqui sábado, 22h, nenhum problema. Mas preciso de dois dias, porque eu tenho casa para cuidar, eu preciso cozinhar, tenho dois filhos para cuidar. Então, é possível, sim, a gente avançar nesse bom diálogo", afirmou. Tarcísio é aplaudido por representantes do setor A menos de cinco meses das eleições, a presença do vice-presidente no evento era vista justamente como uma tentativa de ampliar a interlocução do governo federal com o empresariado paulista. Diferentemente de Alckmin, Tarcísio foi aplaudido por representantes do setor. Durante a cerimônia, o presidente da APAS exibiu no telão uma foto ao lado do governador e citou parcerias do governo estadual com o segmento. Ao término do evento, Alckmin, Tarcísio e as demais autoridades abriram oficialmente a feira ao público e caminharam separadamente pelos estandes da exposição. Em conversa com jornalistas, Alckmin também voltou a defender o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. O vice-presidente afirmou que Messias tem “espírito público, preparo e experiência” para ocupar a vaga na Corte, mas que a indicação é "prerrogativa do presidente" e que é necessário "aguardar" a decisão de Lula. Alckmin deixou a entrevista coletiva sem comentar a crise política envolvendo o caso Master.
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