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PF apreende ao menos R$ 700 mil em operação que mira Cláudio Castro e o Grupo Refit

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] May 15, 2026
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A Polícia Federal apreendeu ao menos R$ 700 mil em dinheiro vivo durante ações da Operação Sem Refino realizadas na manhã desta sexta-feira (15). A investigação mira o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, aliados ligados à estrutura do governo fluminense e o Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, investigado por suspeitas de fraudes bilionárias no setor de combustíveis. A principal apreensão ocorreu na casa de um policial civil, onde os agentes encontraram cerca de R$ 500 mil em espécie. Na residência de Cláudio Castro, alvo de mandado de busca e apreensão na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a PF recolheu um celular e um iPad. Ao todo, agentes federais cumprem 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Também são alvos da operação o empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. Pasqual e Saad foram exoneradas pelo governador em exercício Ricardo Couto no mês passado, numa troca administrativa dos cargos de confiança. Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, desembargador afastado Guaraci Vianna, ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e ex-procurador do estado Renan Saad Michelle Cadara/Divulgação; TJRJ/Divulgação; Governo do RJ/Divulgação; Redes sociais O desembargador Guaraci de Campos Vianna foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça em março após a Corregedoria identificar indícios de decisões consideradas ilegais no processo de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos, ligada ao Grupo Refit. Segundo o CNJ, mesmo após uma decisão do STJ determinar a suspensão imediata do processo por risco à ordem pública, o magistrado teria continuado a conduzir o caso. A Corregedoria também apontou suspeitas sobre a nomeação de uma empresa pericial questionada por possível parcialidade. Segundo a PF, a investigação apura a atuação de empresas suspeitas de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e envio ilegal de recursos ao exterior. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. Um dos alvos também teve o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. O foco central da investigação é a atuação da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A refinaria é investigada por suspeitas de fraude fiscal e importação irregular de combustíveis. As autoridades apontam indícios de que a unidade operaria como uma “refinaria fantasma”, simulando atividades de refino enquanto importava derivados praticamente prontos para reduzir a carga tributária. Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, é considerado um dos maiores devedores de impostos do país. Ele é apontado como o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores devedores da União. A PF tenta localizar o empresário, que passou a ser procurado internacionalmente após a inclusão de seu nome na lista da Interpol. Castro nega irregularidade Em nota oficial, o ex-governador disse que foi surpreendido pela operação da PF. "A defesa do ex-governador do Rio Claudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está a disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura. Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes. É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo o montante se aproxima de R$ 1 bilhão. tualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento. Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) engressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado."

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