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"publishedAt": "2026-05-13T00:58:00.000Z",
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"textContent": "\nO ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ser radicalmente contra qualquer compensação às empresas pelo eventual fim da escala 6x1. Em audiência na comissão especial que analisa a proposta, nesta terça-feira (12), ele comparou a discussão à indenização paga aos proprietários de escravos após o fim da escravidão no Brasil. Segundo Durigan, o setor produtivo não deve ser compensado pela redução da jornada de trabalho, já que os empregadores “não são donos da hora de trabalho”. “Muita gente, às vezes, fala em indenização, em compensação, e eu digo que sou radicalmente contra isso. [...] A titularidade da hora de trabalho não é do empregador”, afirmou o ministro. Na fala, Durigan citou debates históricos sobre mudanças nas relações de trabalho. “Não é como foi no debate da escravidão: ‘vou acabar com a escravidão e mudar o regime de trabalho no país, então tem que indenizar o proprietário do escravo’. Ou quando se diminuiu, na Constituição de 1988, a jornada de 48 para 44 horas: não se tratou de indenizar o patrão, porque ele era o titular da hora de trabalho”, declarou. A declaração foi feita ao lado do deputado Leo Prates, relator do texto na comissão especial e defensor de algum tipo de compensação fiscal ao setor produtivo. O parlamentar, no entanto, não rebateu a fala do ministro. A oposição e representantes do setor produtivo têm defendido a desoneração da folha de pagamento como contrapartida para a redução da jornada de trabalho. Esse é considerado o principal ponto de impasse nas discussões da proposta na Câmara dos Deputados. A expectativa é que, na próxima semana, após ouvir representantes de diferentes setores econômicos, o relator apresente uma primeira versão da PEC. A votação em plenário está prevista para o fim do mês.",
"title": "Durigan rejeita compensação a empresas pelo fim da escala 6x1 e compara debate ao pós-escravidão"
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