Justiça marca júri de empresário acusado de matar motorista de app com Porsche em SP
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May 10, 2026
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) marcou para o dia 29 de outubro de 2026 o júri popular do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana ao dirigir um Porsche e atingir o carro da vítima, em março de 2024, no Tatuapé, na zona leste da capital paulista. O empresário dirigia um Porsche avaliado em mais de R$ 1 milhão pela Avenida Salim Farah Maluf quando atingiu o veículo conduzido por Ornaldo, que trabalhava como motorista de aplicativo no momento da colisão, segundo a denuncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A acusação sustenta que o empresário assumiu o risco de provocar a morte da vítima ao conduzir o carro em velocidade extremamente acima do permitido. Laudos do Instituto de Criminalística apontaram que o Porsche trafegava a cerca de 156 km/h em uma via com limite de 50 km/h. Outro relatório, extraído do sistema eletrônico do veículo, indicou velocidade de 136 km/h no momento do impacto. Além da morte de Ornaldo da Silva Viana, o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro do Porsche, ficou gravemente ferido. Ele sofreu múltiplas fraturas e perdeu o baço. As investigações também apontaram que Fernando Sastre teria ingerido bebida alcoólica antes do acidente. Testemunhas relataram consumo de drinques num restaurante e em uma casa de pôquer com sistema open bar, horas antes da colisão. Imagens de câmeras corporais mostraram ainda que o empresário deixou o local acompanhado da mãe sem realizar o teste do bafômetro. O empresário ficou três dias sem se apresentar às autoridades depois do acidente e, depois, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele cumpre prisão preventiva no presídio da cidade de Potim, no interior de São Paulo. Fernando Sastre de Andrade Filho será julgado por homicídio qualificado pela morte do motorista de aplicativo e por lesão corporal grave contra o amigo que estava no carro. O julgamento foi marcado para o Plenário 7 da 1ª Vara do Júri da Capital.
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