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"textContent": "\nOs Emirados Árabes Unidos informaram nesta segunda-feira (4) que seus sistemas de defesa aérea estavam respondendo a ameaças de míssil, e instaram seus cidadãos a permanecerem em um local seguro. A notícia surge quase um mês após o início do cessar-fogo. Desde então, os ataques as bases americanas na região pelo Irã foram cessados. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram três mísseis disparados do Irã. Ao todo foram três mísseis acima das águas territoriais do país, enquanto o último caiu no mar. As autoridades de Fujairah informaram que um incêndio começou na Zona Industrial de Petróleo de Fujairah após o que descreveram como um ataque de drone proveniente do Irã, e que equipes da defesa civil estão trabalhando para controlar as chamas. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse em entrevista à Fox News que os EUA tinham 'controle absoluto' do Estreito de Ormuz e estavam reabrindo a hidrovia. Bessent acrescentou que os Estados Unidos estavam 'atirando apenas quando atacados'. Em meio a isso, ao menos dois países relataram ataques contra suas embarcações em Ormuz. A Coreia do Sul afirmou nesta segunda-feira que uma embarcação com bandeira sul-coreana havia sido atacada no Estreito de Ormuz, informou a agência de notícias Yonhap, com sede em Seul. Segundo o governo, o navio pegou fogo. Já os Emirados Árabes Unidos condenaram nesta segunda-feira (4) um ataque com drone contra uma embarcação afiliada no Estreito de Ormuz, classificando o episódio como um ato de pirataria da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos afirmou que atacar navios comerciais e usar o Estreito de Ormuz como instrumento de pressão viola a liberdade de navegação e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. O ministério informou que a embarcação foi alvo de dois drones enquanto transitava pela hidrovia. Irã afirma ter atacado navio dos EUA Petroleiro no Terminal de Contêineres de Khorfakkan, nos Emirados Árabes Unidos, ao longo do Estreito de Ormuz GIUSEPPE CACACE/AFP As Forças Armadas iranianas afirmam nesta segunda-feira (4) que sua força naval impediu a entrada de navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz 'com um aviso firme e imediato', segundo a agência de notícias Tasnim. Pouco depois, a agência Fars informou que dois mísseis atingiram um navio da Marinha dos EUA perto da ilha de Jask, depois que este ignorou os avisos para parar. Segundo fontes para o veículo iraniano, a fragata americana não conseguiu prosseguir sua rota devido aos impactos e foi forçada a recuar e fugir da área. Além disso, segundo a TV estatal, a Marinha iraniana afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz. 'Após um aviso firme e rápido da Marinha, destróieres americanos inimigos foram impedidos de entrar no Estreito de Ormuz', destacou o Exército em comunicado, segundo a Press TV. Um alto funcionário iraniano falou sobre o incidente ocorrido perto do Estreito de Ormuz, envolvendo um navio de guerra americano. A fonte oficial disse à agência Reuters que o Irã disparou um tiro de advertência contra o navio de guerra para impedir sua entrada no Estreito de Ormuz. Do outro lado, o Comando Central dos EUA afirmou que nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido no Estreito de Ormuz. O comunicado divulgado pelo comando afirmou que as forças americanas estavam apoiando o 'Projeto Liberdade' e aplicando um bloqueio naval aos portos iranianos. A Guarda Revolucionária iraniana alertou nesta segunda-feira (4) que as movimentações marítimas que violarem as regras por ela anunciadas enfrentarão sérios riscos, informou a mídia estatal iraniana. Segundo o comunicado, as embarcações que violarem essas regras serão interceptadas 'com o uso da força'. O texto do comunicado ainda acrescenta que as empresas de navegação e as seguradoras de transporte devem estar atentas aos avisos da Guarda Revolucionária Islâmica. As afirmações corroboram com um alerta de um oficial militar que 'qualquer força militar estrangeira, especialmente o exército invasor americano, será atacada' caso tente se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando unificado das forças armadas iranianas, afirmou em comunicado que o Irã protegerá a segurança do estreito 'com todas as suas forças', após os EUA prometerem guiar navios retidos através do ponto de estrangulamento para o transporte de petróleo. 'Mantemos e gerenciamos com rigor a segurança do Estreito de Ormuz com todos os nossos recursos e alertamos a todos os navios mercantes e petroleiros que se abstenham de qualquer trânsito sem coordenação com as forças armadas estacionadas no Estreito de Ormuz, para que sua segurança não seja posta em risco', disse Abdollahi. Ele acrescentou que a região está sob o controle das forças armadas do Irã e qualquer 'ação agressiva dos Estados Unidos para perturbar a situação só resultará em mais complicações e colocará em risco a segurança das embarcações' na área. Mapa do Irã divulgado pela Marinha do país. Reprodução",
"title": "Emirados Árabes intercepta mísseis do Irã pela primeira vez desde cessar-fogo"
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