Messias afirma que 'ninguém pode ser investigado a vida inteira'
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April 29, 2026
O advogado-geral da união, Jorge Messias, indicado a uma vaga no STF, afirmou que nenhum inquérito pode ter duração indefinida e que "ninguém pode ser investigado a vida inteira". A fala é uma referência ao inquérito das fake News, que já tem sete anos, e vem sendo muito criticado pela oposição e juristas por não ter sido encerrado. Fim da escala 6x1: relator vai negociar transição com o governo e 'joga a bola' da compensação fiscal PL fala em golpe e reforça discurso contra o STF em meio à crise institucional no Rio A manifestação de Messias ocorreu em sabatina, que é realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (29). "Eu não posso desconhecer o princípio da duração razoável do processo. Ninguém pode ser investigado a vida toda. Não é só no inquérito da fake news, é em qualquer um. Um inquérito penal tem que ter começo, meio e fim e prazo razoável. Ninguém pode ser investigado a vida inteira. O processo penal não é ato de vingança. O processo penal é ato de justiça", disse. O inquérito das fake news foi aberto pelo ministro Dias Toffoli em 2019, para investigar ataques a ministros e ao STF. Em 2020, o plenário da Corte validou a legalidade da investigação por 10 votos a 1. Desde então, o inquérito tem sido prorrogado. Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes pediu a Alexandre de Moraes para incluir o ex-governador de Minas, Romeu Zema. O pedido ocorreu após Zema ter divulgado vídeos com críticas ao Supremo, ao decano ao ministro Dias Toffoli no contexto do caso Banco Master.
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