Jorge Messias diz ser contra o aborto em sabatina na CCJ do Senado
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April 29, 2026
Em sabatina na CCJ do Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), declarou ser contrário ao aborto e afirmou que, se aprovado para a Corte, não adotará qualquer atuação ou ativismo em favor da liberação da prática no Brasil. Ele foi questionado sobre o tema pelo relator de sua indicação, o senador Weverton Rocha (PDT). Genial/Quaest: Tarcísio lidera disputa pelo governo de SP em cenários de 1º e 2º turno Genial/Quaest: ACM Neto e Jerônimo Rodrigues têm empate técnico na disputa pelo governo da Bahia Messias fez questão de ressaltar a prática religiosa evangélica. Disse que tem identidade evangélica e, questionado sobre o tema do aborto, afirmou que não atuará pela mudança das regras atuais que restringem a prática a algumas situações específicas. "Eu quero deixar claro, completamente claro, esse tema para toda a nação brasileira, completamente claro: sou totalmente contra o aborto, absolutamente. Da minha parte, não haverá qualquer tipo de ação, de ativismo em relação ao tema aborto na minha jurisdição constitucional." Ele também se emocionou durante a fala aos senadores e assumiu o compromisso de atuar de forma discreta no STF. "O meu compromisso é exercer uma jurisdição séria, discreta e operacional em favor do Brasil. Que no Supremo eu possa ser um instrumento de justiça, sem perder a misericórdia. Que possa decidir com firmeza, sem jamais perder a humanidade. Sustentar o rigor da lei, sem jamais me afastar do coração das pessoas. Trabalharei sim pela democracia e defenderei a liberdade, porque sem justiça não há liberdade." Messias defendeu a necessidade de o Supremo se manter aberto ao aperfeiçoamento e disse que a Corte precisa convencer a sociedade de que dispõe de ferramentas efetivas de controle e transparência. Messias precisa de 14 votos na CCJ e maioria no plenário do Senado A audiência demorou cinco meses para acontecer por causa da resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, à escolha de Lula. Para ter o aval da CCJ, Messias precisará do voto de 14 dos 27 senadores que compõem a comissão. Independentemente do resultado, a indicação será submetida ao plenário do Senado, onde ele precisa da maioria simples: 41 dos 81 senadores. Cálculos feitos pela liderança do governo e pelo próprio indicado apontam para um cenário favorável, mas sem margem para erros. As projeções indicam que Messias terá no mínimo 45 votos favoráveis, na votação secreta. Como parte da estratégia para azeitar as relações com o Legislativo, o governo federal liberou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares nas últimas 48 horas. Apesar dos esforços, Jorge Messias não conseguiu o apoio explícito de Alcolumbre e nem foi recebido pelo presidente do Senado. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, negou que tenha havido um “acordão”, em troca da derrubada do veto da dosimetria, na votação marcada para amanhã. Pré-candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro foi aconselhado a adotar um tom cauteloso e liberou os aliados a votar de acordo com a própria consciência.
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