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Justiça mantém prisão de MC Poze do Rodo em operação contra lavagem de dinheiro

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] April 16, 2026
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A Justiça manteve a prisão do MC Poze do Rodo, suspeito de envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. A investigação da Polícia Federal aponta uso de redes sociais para promover apostas ilegais e movimentar recursos ilícitos. O MC Ryan SP ainda aguarda o resultado da audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (16). Os dois foram detidos na quarta (15). Segundo a Polícia Federal, ele é apontado como líder e principal beneficiário de uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão. Entenda o caso A investigação começou com provas reunidas ainda em 2025. Mas, o avanço decisivo veio depois da análise de arquivos armazenados no iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado, identificado como operador financeiro do grupo. De acordo com a PF, o material revelou a estrutura da organização. Os investigadores cruzaram extratos bancários, conversas, contratos e registros societários, conectando operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas. O dinheiro teria origem em apostas ilegais, rifas clandestinas e outros crimes. Os valores circulavam por contas bancárias, dinheiro em espécie e criptomoedas. A Polícia Federal afirma que o cotador confiava na segurança do armazenamento em nuvem, o que permitiu o acesso a informações detalhadas sobre o funcionamento do grupo. MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, foram presos na Operação Narco Fluxo Reprodução/Redes sociais A operação cumpriu 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. Além dos dois MCs, influenciadores com grande alcance também foram citados, como Raphael Souza, criador da página Choquei nas redes sociais, e Chrys Dias. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que passam de R$ 2 bilhões e também apreenderam carros de luxo, joias, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos. As defesas dos investigados afirmam que ainda não tiveram acesso completo ao processo, que corre sob sigilo.

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