Conselheiro de líder supremo do Irã ameaça afundar navios dos EUA que fazem bloqueio em Ormuz
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April 16, 2026
O Irã ameaçou afundar navios dos Estados Unidos que patrulham o Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio. Além disso, Mohsen Rezaee, ex-comandante-chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, afirmou categoricamente que uma invasão terrestre dos EUA seria 'ótima', pois permitiria ao regime arrecadar bilhões de dólares com a captura de reféns. Rezaee, conselheiro próximo do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, zombou do presidente dos Estados Unido, Donald Trump, na TV estatal do país, afirmando que ele quer ser a 'polícia' das vias navegáveis antes de se gabar de que os mísseis de Teerã podem destruir embarcações americanas. 'É mesmo esse o seu trabalho? É esse o trabalho de um exército poderoso como o dos EUA? Esses navios de vocês serão afundados pelos nossos primeiros mísseis e representam um grande perigo para as forças armadas americanas. Eles certamente podem ser atingidos pelos nossos mísseis e nós podemos destruí-los', disse, vestindo uniforme militar. Rezaee contestou as alegações de que a marinha iraniana foi 'completamente aniquilada', questionando: 'Por que os Estados Unidos não se atrevem a cruzar o Estreito de Ormuz?'. Ele afirmou que Teerã não deixaria o estreito a menos que seus 'direitos' estivessem totalmente garantidos – e jurou que era o regime quem estabelecia os termos, não Washington. 'Com base em negociações anteriores, os acordos devem ser redigidos com mais cuidado, com maior foco em questões econômicas. Ao contrário dos EUA, que temem uma guerra prolongada, o Irã está totalmente preparado e tem experiência em guerras de longa duração. Ao contrário das negociações anteriores, em que a outra parte estabelecia os termos, o Irã agora está definindo as pré-condições', continuou. Rezaee jurou que não era a favor de estender o frágil cessar-fogo, antes de afirmar que uma invasão terrestre seria benéfica para Teerã. Irã quer responsabilizar judicialmente EUA e Israel por assassinatos de líderes Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã Wikimedia Commons O Irã quer responsabilizar os Estados Unidos e Israel pelo assassinato de seus líderes, declarou nesta quinta-feira (16) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei, à agência de notícias russa Ria Novosti. 'Precisamos fazer isso. E acredito que não é apenas o Irã , mas toda a comunidade internacional que está exigindo que os responsáveis sejam responsabilizados', disse. Desde o início da guerra, Israel e EUA assassinou diversas figuras poderosas no Irã, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo, e Ali Larijani, um alto funcionário da segurança nacional. O Irã e os Estados Unidos fizeram alguns progressos nos últimos dias à medida que se aproxima a contagem regressiva para o fim do cessar-fogo de duas semanas, em 22 de abril, disse um alto funcionário iraniano para a agência de notícias Reuters. Mas o funcionário afirmou que ainda existem grandes divergências, inclusive sobre as ambições nucleares de Teerã. 'A viagem do chefe do exército paquistanês a Teerã foi eficaz na redução das divergências em algumas áreas, mas ainda persistem desacordos fundamentais, especialmente no campo nuclear. Surgiram novas esperanças de prorrogação do cessar-fogo e de realização de uma segunda rodada de negociações', disse. 'O destino do urânio altamente enriquecido do Irã e a duração das restrições nucleares iranianas estão entre as questões altamente controversas para as quais ainda não foi encontrada nenhuma solução'. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, elogiou nessa quarta-feira (15) o Paquistão por seu papel nas negociações e disse que as conversas com o Irã foram 'produtivas', acrescentando que provavelmente ocorrerão novamente em Islamabad. As divergências entre os dois lados sobre as ambições nucleares do Irã giram em torno do fato de os EUA não quererem que Teerã enriqueça seu próprio urânio por 20 anos, de acordo com um funcionário regional citado pela Associated Press. Teerã quer o direito ao enriquecimento de urânio, pelo menos em algum nível, e oferece, em vez disso, uma suspensão por cinco anos. O Irã afirma que seu programa nuclear se destina a uso civil, apesar das alegações de Trump de que Teerã deseja construir uma arma nuclear. Quase metade do urânio enriquecido do Irã, com pureza de até 60%, estava armazenado em um complexo de túneis em Isfahan e provavelmente ainda está lá, afirmou recentemente Rafael Grossi, chefe da agência nuclear da ONU. Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio. AFP
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