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Com rejeição elevada, Lula aposta em agenda social e Flávio Bolsonaro mira eleitor de centro

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] April 13, 2026
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A disputa pela Presidência em 2026 entra em uma fase decisiva com as estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro para reduzir a rejeição do eleitorado. Segundo o Datafolha, o presidente Lula tem 48% de rejeição, enquanto o senador Flávio Bolsonaro soma 46%. Qual a estratégia de Lula? O governo aposta em medidas econômicas e sociais. De acordo com uma fonte à CBN, Lula deve enviar na quarta-feira (15) o projeto com urgência constitucional para o fim da escala de trabalho 6x1. Além disso, pretende lançar um pacote para reduzir o endividamento das famílias brasileiras, como a liberação do FGTS para o pagamento de dívidas e a renegociação de débitos bancários com juros menores. No INSS, nesta segunda (13), Lula demitiu Gilberto Waller da presidência e nomeou Ana Cristina Silveira com a missão de zerar as filas de benefícios. E a de Flávio Bolsonaro? Do lado da oposição, de acordo com aliados de Flávio Bolsonaro à CBN, o pré-candidato avalia como positiva a diminuição do índice rejeição — que antes estava na casa dos 70% — e vê margem para diminuir ainda mais, chegando perto dos 30%, isso porque há uma avaliação de um piso de 30% de eleitores fiel a Lula. Para isso a equipe vai continuar na busca por suavizar a imagem de Flávio como um Bolsonaro moderado para atrair o voto de centro e do eleitorado católico, que ainda em sua maioria apoia Lula. A ideia é explorar áreas com potencial, como 7% do eleitorado que ainda não conhece Flávio Bolsonaro. E continuar no discurso a favor das mulheres e dos endividados, como fez no domingo (12), ao culpar o governo Lula pela crise. Eleição polarizada Para o cientista político Thiago Vidal, será muito difícil romper a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, que devem ser sim os candidatos de segundo turno mesmo com os altos índices de rejeição e com grandes passivos. “No fundo, é uma queda de braço eleitoral, com a retomada de medidas populistas que buscam colocar o sentimento do brasileiro a favor de um ou de outro. Já temos uma eleição anunciadamente polarizada, que deve ser decidida por uma margem inferior a cinco milhões de eleitores", avalia. Os pré-candidatos Ronaldo Caiado e Romeu Zema, no entanto, tentam ganhar espaço. Caiado aparece com a menor rejeição, 16%. Zema deve anunciar na próxima quinta-feira, um plano de governo que inclui o fim do foro privilegiado, focando nas agendas de reuniões com o setor produtivo e investidores.

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