Líder supremo do Irã aprovou cessar-fogo, mas alertou que combates voltariam, diz clérigo iraniano
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April 10, 2026
Um clérigo linha-dura e bem alinhado ao governo iraniano afirmou nesta quinta-feira (10) que o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, aprovou o cessar-fogo com os Estados Unidos, mas alertou as forças de que ele não seria respeitado e que os combates continuariam. O imã Ahmad Alamolhoda disse, segundo o site Iran Internacional que houve permissão ao Conselho Supremo de Segurança Nacional de que aceitasse um cessar-fogo, 'mas também disse aos combatentes que isso é falso e que o inimigo não o respeitará'. 'O Conselho Supremo de Segurança Nacional também anunciou que aceitaria um cessar-fogo para combater o plano dos EUA, mas acabou ficando claro que o próprio cessar-fogo era falso e que o inimigo não o respeita'. O gabinete do Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu perdão àqueles que acreditaram na propaganda e assumiram 'posições inapropriadas' durante a vida do aiatolá Ali Khamenei, pai de Mojtaba. Em um comunicado transmitido pela televisão estatal, o gabinete explicou que 'certos segmentos da população, em contato com o gabinete, expressaram profundo arrependimento por terem adotado, sob a influência das redes de propaganda enganosas do inimigo, posições inapropriadas e, por vezes, cometido atos de desrespeito à elevada posição do Líder Supremo'. 'Fiquem tranquilos, pois o Imam mártir sempre considerou todos na nação iraniana como seus próprios filhos e os perdoaria e absolveria'. Com isso, 'todos esses entes queridos podem ter certeza de que são os destinatários do perdão desse coração bondoso', assegurou o comunicado. Nessa quinta-feira (9), o Irã afirmou que Mojtaba estava bem e participando das ações na guerra, após uma reportagem do jornal The Times, com base em relatórios americanos e israelenses, dizer que ele estaria gravemente ferido e escondido para tratamento. Irã afirma que não participará de negociações esta sexta (10) se cessar-fogo não for respeitado no Líbano Destruição de Beirute, no Líbano, após ataque de Israel. AFP O Irã não participará de negociações no Paquistão nesta sexta-feira (10) a menos que o cessar-fogo seja respeitado 'em todas as frentes', incluindo o Líbano. A afirmação é do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, segundo a agência de notícias estatal Tasnim. Ele afirmou que o governo paquistanês 'convidou ambas as partes a viajarem para Islamabad para realizar essas negociações, que estão atualmente em fase de revisão e planejamento'. 'No entanto, a realização dessas negociações está, sem dúvida, condicionada à obtenção de garantias de que os Estados Unidos honrarão suas obrigações de cessar-fogo em todas as frentes'. Também acrescentou que, caso os EUA sejam contra o cessar-fogo no Líbano, estariam cometendo 'uma violação dos compromissos' firmados anteriormente. Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reúnem a partir desta sexta-feira (10) no Paquistão para negociar o fim da guerra. Nessa quinta-feira à noite (9), a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, embarcou para Islamabad. A chegada da comitiva americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, no entanto, está prevista para sábado (11). Com isso, são esperadas negociações indiretas por enquanto. O governo paquistanês declarou feriado nesta sexta (10) e sábado (11) na capital para facilitar o deslocamento das comitivas, sob um forte protocolo de segurança. O objetivo central do encontro é transformar o atual cessar-fogo temporário de duas semanas em um acordo de paz permanente. Mas apesar do agendamento do encontro, o governo iraniano ainda condiciona a participação efetiva nas conversas ao estabelecimento de um cessar-fogo também no Líbano. Sob pressão do presidente Donald Trump, o governo de Israel anunciou que vai negociar um acordo de paz diretamente com o governo libanês, mas sem interromper a ofensiva. Segundo a agência francesa AFP, o encontro entre representantes dos dois países está previsto para a semana que vem, em Washington. Enquanto isso, Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo temporário por limitar o tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca. BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
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