ONU condena ameaças de Trump à alvos civis no Irã
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April 6, 2026
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou os EUA de que atacar infraestruturas civis é proibido pelo direito internacional, segundo seu porta-voz, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça destruir pontes e centrais elétricas iranianas. 'Mesmo que uma infraestrutura civil específica fosse considerada um objetivo militar', afirma o porta-voz Stephane Dujarric, um ataque ainda seria proibido se apresentasse risco de “danos civis incidentais excessivos”. (...) "O Secretário-Geral reafirma que já é hora de as partes porem fim a este conflito, pois não existe alternativa viável à resolução pacífica de disputas internacionais", acrescentou Dujarric. Além disso, ele explicou que um tribunal ainda precisaria decidir se tais ataques constituíam crimes de guerra. O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric também afirmou que ONU ficou em alerta após posts de Trump na Truth Social. Publicação ameaçava Irã de ataques contra usinas e pontes. 'Ficamos alarmados com a retórica vista naquela publicação nas redes sociais que ameaçava ataques americanos contra usinas de energia, pontes e outras infraestruturas'. Em coletiva, Trump diz que Irã 'pode ser todo eliminado' na noite desta terça (7) Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (7), o presidente dos Estados Unidos reafirmou que o país segue 'incrivelmente bem na guerra'. Ele também mencionou o prazo final de amanhã à noite para a realização de ataques contra a infraestrutura de energia e transporte do Irã, caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz. 'O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite', disse Donald Trump. Na última terça, Trump deu um ultimato ao Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. Donald Trump também celebrou as recentes buscas para resgatar dois aviadores abatidas no Irã. Segundo ele, operação foi uma das mais angustiantes. 'Celebrar o sucesso de uma das maiores, mais complexas e mais angustiantes buscas em combate... já realizadas pelos militares'. (...) 'Fomos ajudados por muitas pessoas, muitas pessoas excelentes' De acordo com relatos, Israel teve participação relevante na operação que resgatou o piloto e o copiloto do F-15E abatido. 'Tivemos um pouco de sorte também', disse o líder dos EUA ao elogiar a coragem dos dois aviadores resgatados. Trump criticou coberturas jornalísticas Trump direcionou grande parte de suas críticas à cobertura da imprensa sobre o resgate dos dois tripulantes americanos do F-15, alegando que um vazamento de informações dentro do governo colocou em risco vidas americanas em território iraniano. O presidente dos Estados Unidos mantém um histórico de atritos com jornalistas. Desta vez, porém, o tom foi mais duro. Ele afirmou que os profissionais responsáveis pela divulgação da informação 'entregarão' a fonte ou 'irão para a cadeia'. 'Vamos até a empresa de mídia que divulgou isso e vamos dizer: 'Segurança nacional, entreguem isso ou vão para a cadeia'', acrescenta ele. A declaração tende a gerar reação entre veículos e profissionais da imprensa americana, alguns dos quais já acusaram Trump de tentar limitar a liberdade de imprensa, algo que nega. Segundo o presidente, o vazamento dificultou ainda mais a operação de busca pelo militar desaparecido. "Precisamos encontrar quem vazou a informação, porque essa pessoa é doente; provavelmente não tinha noção da gravidade da situação... Ela colocou esta missão em grande risco." Agora, sabe-se que diversos veículos de comunicação dos EUA optaram por adiar a publicação da missão de resgate realizada no fim de semana, que recuperou o oficial de sistemas de armas do F-15, enquanto a operação ainda estava em andamento. Irã envia contraproposta defendendo fim da guerra e não cessar-fogo; EUA consideram 'maximalista' O Irã enviou ao Paquistão uma contraproposta para o fim da guerra no Oriente Médio. Nela, o país defende que não se tenha um cessar-fogo, mas um 'fim permanente à guerra, respeitando as considerações iranianas'. Segundo a agência de notícias estatal IRNA, um protocolo para passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o fim das sanções estão entre os pedidos. A agência de notícias afirmou que a resposta foi dada após os acontecimentos do fim de semana no oeste e centro do Irã, que, segundo ela, demonstram a superioridade do Irã no conflito. A agência acrescenta que 'após duas semanas de reflexão, o Irã enviou sua resposta à proposta dos EUA para o fim da guerra por meio do Paquistão. A resposta consiste em 10 pontos e inclui a reafirmação da rejeição a um cessar-fogo temporário, enfatizando a necessidade de um fim permanente para a guerra, levando em consideração os comentários recebidos'. O relatório também se referiu ao que chamou de 'fracasso catastrófico' de uma operação aerotransportada dos EUA e afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, se distanciou de ameaças anteriores ao estender repetidamente o prazo. A proposta, segundo o site Axios, possui 10 pontos. Os Estados Unidos ainda não responderam; Um oficial americano afirmou ao veículo, contudo, que a proposta do Irã foi considerada 'maximalista', sem deixar claro se ela permitiria uma solução diplomática.
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