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MP classifica como crime dois casos de antissemitismo no Rio de Janeiro

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] April 6, 2026
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O Ministério Público classificou como crime os dois casos de antissemitismo ocorridos na Lapa e no Leblon neste último fim de semana. O órgão afirmou ainda que vai acompanhar investigações em curso junto à Polícia Civil. A Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo do Rio acionou o MP para investigar o caso envolvendo o Bar Partisan, na Lapa, após a divulgação de um aviso considerado discriminatório contra cidadãos de Israel e dos Estados Unidos. A equipe jurídica do vereador Pedro Duarte, que faz parte da Frente, fez um boletim de ocorrência denunciando o caso na delegacia do Centro do Rio. De acordo com a assessoria do parlamentar, o registro será anexado à notícia-crime enviada ao MP. O Procon Carioca multou o estabelecimento em R$ 9.520 depois de uma vistoria realizada na noite de sábado, quando fiscais constataram a irregularidade. Uma placa exibida na entrada do bar e também divulgada no perfil do estabelecimento no Instagram trazia a frase, em inglês, “Cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos”. Outro caso que mobilizou as redes foi o da chef Monique Benoliel relatou que ouviu do dono da delicatessen Delly Gil, no Leblon, que não venderia mais produtos judaicos por estar “cansado dos judeus”. O presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo do Rio, o vereador Flávio Valle, afirmou que apresentará queixa contra os dois estabelecimentos na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância ainda hoje. O parlamentar comentou sobre os casos e afirmou que as ocorrências são inadmissíveis. Em nota, o Bar Partisan afirmou que não havia, no espaço físico, qualquer proibição da entrada de pessoas por nacionalidade. O estabelecimento declarou ainda que nenhuma religião, povo ou grupo étnico foi, em qualquer momento, alvo de restrição, menção discriminatória ou exclusão. Já os responsáveis pelo Delly Gil afirmaram nas redes sociais que houve um possível mal-entendido e que não compactuam com qualquer forma de preconceito. A filha do dono do estabelecimento, Lívia Pirozzi, concedeu entrevista ao Jornal O Globo, em que negou que o pai tenha se recusado a atender clientes judeus. De acordo com ela, o comerciante disse apenas que não iria trabalhar mais com produtos judaicos pois seriam mais difícieis de armazenar e vender.

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