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Irã lista universidades ligadas aos EUA no Oriente Médio que podem ser alvos de ataque

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] April 6, 2026
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A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, publicou uma lista de universidades com ligações aos Estados Unidos no Catar, nos Emirados Árabes Unidos, no Kuwait, no Bahrein e na Arábia Saudita, as colocando como potenciais alvos. O relatório afirmou que três universidades iranianas foram atingidas desde o início da guerra: a Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã, em 28 de março; a Universidade Shahid Beheshti, em 3 de abril; e a Universidade de Tecnologia Sharif, nesta segunda-feira (6). A agência então passou a abordar o que chamou de 'ativos acadêmicos' dos EUA perto do Irã, listando seis campi filiais americanas na Cidade da Educação do Catar, quatro universidades credenciadas pelos EUA nos Emirados Árabes Unidos, a Universidade de Nova York em Abu Dhabi, a Universidade Americana do Kuwait, a Universidade Americana do Bahrein e a planejada filial da Universidade de New Haven em Riad, na Arábia Saudita. Em declarações à imprensa americana nesta segunda-feira (6), um funcionário da Casa Branca declarou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não aprovou a proposta de cessar-fogo para a guerra no Irã. O oficial disse que a mais recente, apresentada pelo Paquistão, é apenas 'uma das muitas ideias', comentando para a NBC News e a CNN. O Irã elaborou sua resposta às propostas de paz para a guerra no Oriente Médio transmitidas por meio de mediadores e a anunciará quando necessário, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (6). Esmaeil Baghaei afirmou que as negociações não poderiam ocorrer sob ameaças, alertando que as ameaças dos EUA de atacar infraestruturas configurariam crimes de guerra. Ele acrescentou que o foco do Irã permanece na defesa do país em meio aos ataques contínuos, enquanto a diplomacia prossegue em paralelo aos esforços militares. 'Há alguns dias, eles apresentaram propostas por meio de intermediários, e o plano americano de 15 pontos foi replicado pelo Paquistão e alguns outros países amigos', disse ele, acrescentando que 'tais propostas são extremamente ambiciosas, incomuns e ilógicas'. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores rejeitou a ideia de que dialogar com mediadores seja um sinal de derrota na guerra. 'O fato de a República Islâmica do Irã apresentar suas opiniões de forma rápida e corajosa em resposta a um plano não deve ser considerado um sinal de rendição ao inimigo'. O Irã e os Estados Unidos receberam um plano para um cessa-fogo temporário que depois se tornaria um plano de paz para a guerra do Oriente Médio. As informações são da agência de notícias Reuters. Entre as propostas, se forem concordadas pelas partes, está da reabertura ainda nesta segunda-feira (6) do Estreito de Ormuz. Irã diz ter abatido três aeronaves dos EUA em operação de resgate de piloto Reprodução/X O potencial acordo, que assumiria a forma de um memorando de entendimento, foi finalizado pelo Paquistão e enviado ao Irã e a Israel durante a noite, disse a agência, confirmando o que o site Axios havia relatado anteriormente sobre a possibilidade de um acordo em duas fases, com uma trégua imediata seguida de um acordo abrangente. 'Todos os elementos devem ser acordados nesta segunda', disse a fonte, enfatizando, porém, ao contrário do que o Axios havia relatado, que o Paquistão é o único canal de comunicação entre as partes. Além do cessar-fogo imediato, o plano prevê um prazo de 15 a 20 dias para que as duas partes finalizem os detalhes de um pacto permanente. Segundo a Reuters, o acordo final incluiria o compromisso iraniano de não buscar armas nucleares em troca do alívio de sanções econômicas e a liberação de ativos congelados. Apesar de confirmar o recebimento do plano, um alto funcionário do governo iraniano declarou à agência que o Irã não aceita um cessar-fogo apenas temporário e que não reabrirá o Estreito de Ormuz sem garantias de um acordo permanente. Teerã também afirmou que não aceitará ser pressionada por prazos impostos por Washington. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca. ALEX BRANDON / POOL / AFP

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