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  "textContent": "\nO Irã não pretende enriquecer urânio aos níveis necessários para construir uma bomba atômica, afirmou o enviado de Teerã à agência atômica das Nações Unidas em entrevista nesta quinta-feira (2) à agência de notícias AFP. Reza Najafi, embaixador do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica, também afirmou que os ataques conjuntos entre EUA e Israel à usina nuclear de Bushehr, no Irã, constituem um 'crime de guerra 'segundo o direito internacional. Israel e os Estados Unidos acusam há muito tempo o Irã de ter ambições de construir uma arma nuclear, com o presidente dos EUA, Donald Trump, alegando que essa ameaça foi a justificativa tanto para o conflito de 12 dias do ano passado quanto para a guerra em curso, iniciada pelos ataques israelenses e americanos de 28 de fevereiro. Mas o embaixador argumentou que essa justificativa, que alegava que Teerã buscava enriquecer urânio até a pureza necessária para construir uma arma atômica, era uma 'mentira'. Mais de 30 países se reúnem em cúpula para definir plano de reabertura de Ormuz Navios no Estreito de Ormuz. Divulgação/WANA Uma cúpula por videoconferência com 35 países está agendada para esta quinta-feira (2) para discutir a situação no Estreito de Ormuz. A ideia é tentar definir um plano de reabertura. Entre os países confirmados estão Reino Unido, França, Itália, Alemanha e os países do Golfo, para desenvolver um plano. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que a prioridade de seu governo, em relação à guerra, é a reabertura do Estreito de Ormuz para aliviar o custo de vida. Starmer afirmou repetidamente que o Reino Unido se manterá fora do conflito. A via navegável, vital para o transporte global de petróleo e gás, foi efetivamente fechada pelo Irã após os ataques israelenses e americanos no início deste ano, com permissão para transitar apenas por navios iranianos e algumas outras embarcações. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez diversas ameaças ao Irã durante seu discurso televisionado no fim da noite dessa quarta-feira (1). Ele alertou, por exemplo, que os EUA poderiam atingir todas as usinas de energia elétrica do Irã e até insinuou ataques contra a indústria petrolífera do país caso não haja acordo entre Washington e Teerã. 'Se não houver acordo, vamos atacar cada uma de suas usinas de geração de energia elétrica, com muita força e provavelmente simultaneamente. Não atingimos o petróleo deles, embora esse seja o alvo mais fácil de todos, porque isso não lhes daria nem uma pequena chance de sobrevivência ou reconstrução. Mas poderíamos o atingir e ele acabaria, e não haveria nada que eles pudessem fazer a respeito'. Trump também afirmou que a mudança de regime nunca foi o objetivo dos Estados Unidos no Irã. Porém, defende ele, ela ocorreu por 'morte dos líderes originais'. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca. ALEX BRANDON / POOL / AFP Com isso, o presidente americano defendeu que os ataques seguirão por mais algumas semanas e prometeu fazer o país 'voltar à Idade da Pedra'. 'Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, onde eles pertencem'. Sem fazer um anúncio objetivo sobre os rumos da guerra, Trump reafirmou que o conflito vai durar mais duas ou três semanas. O presidente americano tem enfrentado uma queda na popularidade com a dos preços do petróleo e da gasolina no mercado americano. Em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de sexta-feira a domingo, 60% dos eleitores disseram que desaprovavam a guerra, enquanto 35% a aprovavam. Cerca de 66% dos entrevistados disseram que os Estados Unidos deveriam trabalhar para encerrar rapidamente seu envolvimento na guerra, mesmo que isso signifique não atingir as metas estabelecidas pelo governo. Ao declarar vitória e dizer que destruiu a capacidade de Teerã realizar um ataque contra o país, Trump minimizou a alta no preço dos combustíveis e afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz interessa mais aos países europeus. O presidente americano disse, porém, que após a guerra a passagem por onde circula 20% da produção mundial de petróleo “vai reabrir naturalmente”. Donald Trump ainda classificou o novo grupo que assumiu o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei de “menos radical e mais razoável”. O republicano fez uma ameaça e disse que, se não houver acordo, irá atingir cada uma das usinas de geração de energia iranianas. Em resposta ao discurso de Trump, o porta-voz do Comando das Forças Armadas do Irã afirmou que a guerra vai continuar até a rendição e o arrependimento do inimigo.",
  "title": "Irã defende que não reiniciou e nem vai enriquecer urânio para construir bombar atômica"
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