{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreicfxv4cj5aontsmah55v2v5fax5l542p5wyofhxlgx65nqdozlyni",
    "uri": "at://did:plc:ozyukmutyreglxifxuzagnly/app.bsky.feed.post/3mi46efk5jas2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreifx7xwmwgymk2zmfpohplcg7puh5edgytyc6skny4wcbber72vpwa"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 50084
  },
  "path": "/programas/fim-de-expediente/entrevista/2026/03/27/que-a-gente-consiga-criar-um-mundo-em-que-a-gente-nao-precisa-mais-ser-tudo-diz-cecilia-malan-sobre-os-desafios-de-ser-mulher.ghtml",
  "publishedAt": "2026-03-27T22:55:45.000Z",
  "site": "https://cbn.globo.com",
  "tags": [
    "cbn"
  ],
  "textContent": "\nEm entrevista ao Fim de Expediente, a jornalista Cecília Malan destacou como a carga mental e a responsabilidade pela organização da rotina ainda recaem, majoritariamente, sobre as mulheres, concentrando nelas a gestão da vida familiar. 'Espero que a gente consiga criar um mundo em que a gente não precisa mais ser tudo. (...) As mulheres carregam, sim, muito, quase tudo, talvez, não, quase tudo, não dá para generalizar. Mas, ficou muito evidente, como a carga mental, a organização, a logística, a gerência do dia a dia, os bastidores, ainda são, majoritariamente, cargo da mulher, papel da mulher. É pensar nos aniversários dos colegas na escola, é conhecer todos os nomes das professoras, é saber se os uniformes estão cabendo ou não, se precisa comprar mais, presentes de aniversário para os colegas, os contatos de todos os médicos. Tudo concentra em mim.' A jornalista lança o livro Eu e elas: Histórias maternas. A obra nasceu a partir de uma foto com a filha, tirada durante um momento de trabalho, em que a menina aparece agarrada às suas pernas, debaixo de uma mesa, enquanto Malan estava ao vivo. O registro despertou reflexões sobre maternidade e a conciliação entre vida profissional e pessoal. A partir daí, ela entrevistou 21 mulheres para reunir diferentes vivências e perspectivas sobre o tema. a ilusão da maternidade perfeita, a ilusão da mulher que dá conta de tudo. E eu não conheço nenhuma mulher que dê conta de tudo sozinha. A rede de apoio é fundamental, seja de avós, de amigos, de colegas, de parceiros. Aacho que isso que a gente tem que substituir, em vez do ideal da mulher que faz tudo, é a mulher que faz o possível. E é a mulher que tem apoio e tem parcerias. Nem que seja com outras mulheres, mas que tem uma comunidade com a qual ela possa trocar ideias, pedir ajuda, trocar experiências. Essa é a ideia do livro. É um abraço, assim, em outras mães, para dizer estamos dando conta, estamos no caminho certo.",
  "title": "'Que a gente consiga criar um mundo em que não precisamos mais ser tudo', diz Cecília Malan sobre os desafios de ser mulher"
}