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  "textContent": "\nDe acordo com o jornal The Times, a Marinha Real do Reino Unido deve liderar uma “Coalizão de Ormuz” com o objetivo de reabrir o estreito, considerado estratégico para o comércio global. Autoridades britânicas disseram ao veículo que o país vai enviar embarcações de desminagem, atuando em conjunto com forças navais dos Estados Unidos e da França. Parte desses navios pode operar de forma autônoma. Além disso, segundo o 'Politico', o Reino Unido se dispôs a sediar uma cúpula com mais de 30 países que assinaram uma declaração conjunta, na qual se comprometem a adotar 'medidas adequadas' para garantir a segurança da navegação na região. Irã exigirá controle formal do Estreito de Ormuz em negociação com os EUA, afirma agência Antes do início da guerra no Oriente Médio, o Irã tinha uma maior disponibilidade para as negociações com os Estados Unidos, porém isso mudou. O governo iraniano agora defende medidas mais complexas para aceitar um cessar-fogo com os EUA, segundo a agência de notícias Reuters. Entre as medidas está o controle formal do Estreito de Ormuz. Teerã exigirá não apenas o fim das hostilidades, mas também garantias contra futuras ações militares e compensação por perdas sofridas. A Reuters, citando três fontes do governo iraniano, afirma que a Guarda Revolucionária tem desempenhado um papel cada vez mais importante na tomada de decisões e, portanto, se negociações sérias forem retomadas, apresentará aos EUA uma lista de exigências substanciais. O Irã também se recusará a negociar quaisquer limitações ao seu programa de mísseis balísticos, uma questão que Washington sempre considerou uma linha vermelha. No entanto, por enquanto, nenhuma conversa direta ocorreu, asseguraram as fontes para a agência. O Irã teve apenas discussões preliminares com o Paquistão, a Turquia e o Egito para verificar se existe uma base mínima para negociar com os Estados Unidos o fim da guerra. Fontes paquistanesas revelaram que reuniões bilaterais sobre o fim da guerra poderão ser realizadas em Islamabad esta semana. Caso isso se confirme, o Irã enviaria o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. No entanto, qualquer decisão final caberá à Guarda Revolucionária Islâmica. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou nesta terça-feira (24) em uma publicação nas redes sociais que seu país está pronto para 'facilitar negociações significativas e conclusivas' para pôr fim à guerra com o Irã. O Paquistão é um dos países que pressionam diplomaticamente para que haja negociações entre o Irã e os Estados Unidos, depois que o presidente Donald Trump afirmou, nessa segunda-feira (23), que havia negociações em andamento entre Washington e Teerã. 'Com a concordância dos EUA e do Irã, o Paquistão está pronto e honrado em sediar negociações significativas e conclusivas para uma solução abrangente do conflito em curso', escreveu. Uma série de reuniões a portas fechadas entre os ministros das Relações Exteriores do Egito, Turquia, Arábia Saudita e Paquistão, em Riad, na Arábia, abriu caminho para a mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao Irã. Uma reportagem do jornal Wall Street Journal conta que a comunicação começou através da inteligência egípcia, que conseguiu estabelecer um canal de comunicação com a Guarda Revolucionária na semana passada e apresentou uma proposta de suspensão das hostilidades por cinco dias. O objetivo era começar a pavimentar um espaço para o cessar-fogo. Os Estados Unidos abriram o canal diplomático após os esforços dos intermediários, e Trump anunciou que as negociações estavam em andamento. Apesar disso, mediadores árabes permanecem com dúvidas quanto à possibilidade de um acordo entre Washington e Teerã em breve, dadas as divergências entre suas posições. Como condição para o fim da guerra, o Irã exige que os Estados Unidos e Israel se comprometam a não realizar futuros ataques. Os iranianos também exigem indenização pelos danos sofridos durante o conflito. Nas negociações dos últimos dias, uma atenção especial tem sido dada à reabertura do Estreito de Ormuz, com a solicitação de que seja supervisionada por um comitê neutro. O Irã, no entanto, exigiu pagamento pela travessia de navios, assim como o Egito faz pelo Canal de Suez. Essa ideia foi contestada pela Arábia Saudita, que se recusou a conceder a Teerã maior poder de negociação nas operações no Estreito. Um dia após declarações contraditórias dos Estados Unidos e do Irã sobre as negociações, o governo iraniano afirmou nesta terça-feira (24) que as suas forças armadas lutarão 'até a vitória completa'. A afirmação é do major-general Ali Abdollahi Aliabadi, do Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya, porta-voz do alto comando militar. O Irã negou que quaisquer negociações estejam ocorrendo, mesmo com as notícias de que seu ministro das Relações Exteriores esteja conversando com outros chanceleres em toda a região. Os EUA afirmam que as negociações são indiretas e ocorrem por mediadores. A televisão estatal iraniana citou Aliabadi dizendo: 'As poderosas forças armadas do Irã são orgulhosas, vitoriosas e firmes na defesa da integridade do Irã, e esse caminho continuará até a vitória completa'. O general não especificou o que seria uma 'vitória completa', mas pareceu provável que os militares iranianos estivessem tentando alertar contra concessões em possíveis negociações com os Estados Unidos. Durante as conversas entre Estados Unidos e o Irã, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, informou secretamente ao enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, que o Líder Supremo Mojtaba Khamenei aprovou as negociações entre os dois países. Ele também teria dado um aval para a busca de um acordo que terminasse o conflito, informou a emissora árabe Al Arabiya. Khamenei teria concordado em negociar com Washington e chegar a um acordo. O novo Líder Supremo, nomeado após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, teria concordado com um fim rápido da guerra, baseado nos termos do Irã. Nessa segunda-feira (23), o presidente dos EUA, Donald Trump, decretou um cessar-fogo de cinco dias nos bombardeios a instalações de energia iranianas e afirmou que negociações 'produtivas' estão em andamento para pôr fim ao conflito. O próprio Trump declarou que as negociações estão sendo conduzidas com 'um alto funcionário' que não é o Líder Supremo, sem informar quem seria. O Irã nega oficialmente que quaisquer negociações estejam em andamento.",
  "title": "Reino Unido vai comandar desobstrução de Estreito de Ormuz, diz jornal"
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