Ministro da Defesa de Israel diz que vai ocupar militarmente o sul do Líbano para desmontar Hezbollah
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March 24, 2026
O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse nesta terça-feira (24) que irá ocupar militarmente o sul do Líbano, em tentativa de desmantelar o grupo militar Hezbollah. O Hezbollah disse que irá combater a ocupação, que seria um risco existencial para o Líbano como um Estado. A informação foi revelada à agência de notícias Reuters. O Líbano retirou a credencial do recém-nomeado embaixador do Irã em Beirute e deu prazo até domingo para que ele deixe o país. As autoridades de Beirute acusam a Guarda Revolucionária do Irã de dirigir as operações do movimento libanês Hezbollah contra Israel, que arrastaram o país para a guerra no Oriente Médio. Enquanto isso, os bombardeios continuam. O Irã lançou uma série de ataques com mísseis contra Israel nesta terça-feira, informou o exército israelense, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou bombardeios contra infraestruturas energéticas iranianas. Os mísseis acionaram sirenes de alerta aéreo em Israel, incluindo Tel Aviv, onde um prédio foi atingido. O Serviço de Bombeiros e Resgate de Israel informou que procura por vítimas que podem estar presas nos destroços desse prédio. Segundo a mídia local, há pelo menos seis pessoas feridas até o momento. Hoje, o exército israelense anunciou que fez vários ataques contra o centro de Teerã na segunda-feira, visando importantes centros de comando, incluindo instalações associadas ao braço de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica e ao Ministério da Inteligência iraniano. Mais de 50 alvos foram atingidos durante a noite, incluindo locais de armazenamento e lançamento de mísseis balísticos. Também foram registrados ataques no sul do Líbano e uma pessoa morreu. Ontem, Trump escreveu na rede Truth Social que os Estados Unidos e o Irã tiveram conversas "muito boas e produtivas". No entanto, o presidente do Parlamento do Irã afirmou ontem que não há negociações em curso com os Estados Unidos e completou que notícias falsas estão sendo utilizadas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos. O presidente americano também anunciou que decidiu adiar por cinco dias um plano para atacar as usinas de energia do Irã, que ele havia ameaçado executar caso o regime dos aiatolás não reabrisse o Estreito de Ormuz. No entanto, a pausa se aplica apenas às instalações de energia iranianas e os ataques dos Estados Unidos ao país continuam. EUA e Irã tiveram 'contatos', diz TV americana; Iranianos estão dispostos a ouvir propostas 'sustentáveis' Irã exigirá controle formal do Estreito de Ormuz em negociação com os EUA, afirma agência Desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro, o Irã fechou efetivamente o estreito, uma importante via de passagem para cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. O Irã respondeu à ameaça dizendo que atacaria a infraestrutura dos aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, aumentando a possibilidade de interrupção no fornecimento global de energia. Desde o início da guerra, mais de 2 mil pessoas já morreram no conflito.
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