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Irã lança mísseis contra Israel após Trump anunciar negociações

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] March 24, 2026
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O Irã lançou várias ondas de ataques com mísseis contra Israel, nesta terça-feira (24), informou o exército israelense, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou bombardeios contra infraestruturas energéticas iranianas. Os mísseis acionaram sirenes de alerta aéreo em Israel, incluindo Tel Aviv, a segunda maior cidade do país, onde um prédio foi atingido. O Serviço de Bombeiros e Resgate de Israel informou que procura por vítimas que podem estar presas nos destroços desse prédio. Segundo a mídia local, há pelo menos seis pessoas feridas até o momento. Nesta terça-feira (24), o Exército israelense anunciou que fez vários ataques contra o centro de Teerã na segunda-feira, visando importantes centros de comando, incluindo instalações associadas ao braço de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica e ao Ministério da Inteligência iraniano. Mais de 50 alvos foram atingidos durante a noite, incluindo locais de armazenamento e lançamento de mísseis balísticos. Também foram registrados ataques no sul do Líbano e uma pessoa morreu. Nessa segunda-feira (23), Trump escreveu na rede Truth Social que os Estados Unidos e o Irã tiveram conversas "muito boas e produtivas", algo que o Ministério das Relações Exteriores iraniano nega. O presidente americano também anunciou que decidiu adiar por cinco dias um plano para atacar as usinas de energia do Irã, que ele havia ameaçado executar caso o regime dos aiatolás não reabrisse o Estreito de Ormuz. No entanto, a pausa se aplica apenas às instalações de energia iranianas e os ataques dos Estados Unidos ao país continuam. Desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro, o Irã fechou efetivamente o estreito, uma importante via de passagem para cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. O Irã respondeu à ameaça dizendo que atacaria a infraestrutura dos aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, aumentando a possibilidade de interrupção no fornecimento global de energia. Desde o início da guerra, mais de duas mil pessoas já morreram no conflito.

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