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PRF que matou a tiros comandante da Guarda de Vitória respondia a processo disciplinar por importunação sexual

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] March 24, 2026
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O policial rodoviário federal, Diego Oliveira de Souza, que matou a tiros da namorada Dayse Barbosa, de 37 anos, comandante da Guarda de Vitória, capital do Espírito Santo, e que cometeu suicídio em seguida, estava respondendo a um PAD, um Processo Administrativo Disciplinar na corporação, por importunação sexual. O procedimento investigativo instaurado pela Corregedoria da PRF do Rio de Janeiro, em 2025, é resultado de uma denúncia por importunação sexual contra uma ex-agente. Diego foi admitido em 2020 e lotado na Delegacia de Campos dos Goytacazes (RJ). Em nota, a PRF informou que o processo administrativo foi instaurado assim que a corporação tomou conhecimento da denúncia. A investigação poderia resultar na demissão do servidor e já estava em fase final de conclusão. A expectativa era de que o PRF fosse demitido. Oficialmente, Diego era investigado pela suposta prática de incontinência pública e conduta escandalosa na repartição. A PRF do RJ também informou que adotou todas as medidas administrativas para manter o distanciamento entre os dois agentes no ambiente de trabalho. Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, Diego pode ter cometido o crime contra a namorada por não aceitar o fim do relacionamento. As investigações apontam que a guarda tentava romper com o PRF, um homem considerado possessivo e extremamente controlador. Ainda de acordo com a Polícia Capixaba, Diego premeditou o crime. Ele usou uma escada para invadir a casa da vítima e usou a arma de serviço para cometer o crime. Dayse foi surpreendida enquanto dormia e não teve a chance de se defender. A cena encontrada no quarto indica que ela ainda chegou a se levantar antes de ser atingida. Os celulares dos dois serão encaminhados para análise pericial para tentar descobrir mais da motivação do crime. Apesar da postura violenta do policial que, segundo o pai de Dayse, já havia tentado enforcar a guarda antes, ela nunca o denunciou ou relatou as agressões aos colegas de trabalho. Daisy foi morta com cinco tiros na cabeça por volta de uma da madrugada de segunda-feira na casa onde morava com o pai e a filha, de 7 anos, em Vitória. Depois do crime, Diego foi até a cozinha da casa e tirou a própria vida. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher de Vitória.

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