Países do Oriente Médio estão cada vez mais perto de se juntarem à guerra com Irã, diz jornal
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March 24, 2026
Os aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e na região do Oriten Médio estão cada vez mais perto de se juntarem à luta contra o Irã, endurecendo suas posições após os ataques contínuos por parte do regime iraniano. Segundo reportagem do jornal Wall Street Jornal, entre os principais motivos está o impacto na economia e o poder iraniano no Estreito de Ormuz, que prejudica a exportação de petróleo desses países. Eles ainda não chegaram ao ponto de mobilizar abertamente suas forças militares no conflito, um limite que os governantes do Golfo esperavam não ultrapassar, embora a pressão esteja aumentando à medida que o Irã ameaça exercer maior influência sobre a região. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que viu uma possibilidade de chegar a um acordo com o Irã. O líder israelense, entretanto, acrescentou que seguirá atacando o país e o vizinho Líbano, tendo como alvos o programa nuclear de Teerã e o grupo extremista Hezbollah. Antes, Trump revelou que os Estados Unidos e o Irã tiveram 'conversas produtivas' durante o fim de semana e que ele suspenderá os ataques militares contra instalações de energia por cinco dias. O republicano detalhou que existem 15 pontos de acordo após novas negociações, mas especificou apenas um: o compromisso dos iranianos de não desenvolverem armas nucleares. A fala de Trump veio após ameaças de novos ataques caso o Irã não permita a reabertura completa do Estreito de Ormuz. Teerã, no entanto, negou ter mantido qualquer diálogo com Washington, rejeitando as alegações de Trump como uma tentativa de baixar os preços do petróleo e ganhar tempo para planos militares. Questionado, o presidente americano reafirmou que houve conversas e disse achar que há problemas de comunicação interna no governo iraniano. Os preços do petróleo despencaram depois que Trump sugeriu que as negociações poderiam pôr fim à guerra. Após ter alcançado os 113 dólares, o petróleo tipo Brent fechou cotado a 99 dólares. 'Notícias falsas', diz presidente do parlamento iraniano sobre acordo com os EUA Destruição no Irã após ataques dos Estados Unidos e de Israel. Iranian Red Crescent / AFP Nesta segunda-feira (23), o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, negou que haja tratativas em curso com os EUA e classificou as declarações como 'notícias falsas'. O ministro afirmou ainda que fala de Trump foi estratégia para baixar os preços do petróleo, que realmente caíram significantemente após a fala. 'Fake news estão sendo usadas para manipular mercado de petróleo'. Declaração veio após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que o Irã gostaria 'muito de fechar um acordo'. 'Eles ligaram, eu não liguei. Eles querem fechar um acordo, e nós estamos muito dispostos a fechar um acordo', destacando ainda que os iranianos concordaram em não ter armas nucleares. Falando com repórteres em Palm Beach, na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o governo americano está mantendo conversas com as pessoas que 'parecem' estar no comando do Irã. Ele comentou que o líder supremo Mojtaba Khamenei não é uma delas e que não está claro se ele esta vivo. 'Temos um acordo com o Irã em praticamente todos os pontos fundamentais. Não sei onde está o Líder Supremo, mas não quero que ele seja morto', declarou. Trump afirma que um acordo para acabar com o enriquecimento de urânio seria uma grande oportunidade para o Irã se reconstruir, além de ser um bom negócio para Israel e os EUA. Apesar disso, ele deixou claro que os americanos seguirão 'bombardeando' caso as negociações não avancem.
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