TSE volta a julgar nesta terça (24) processo que pode tornar Cláudio Castro inelegível
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March 24, 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a julgar nesta terça-feira (24) o processo que pode cassar e tornar inelegível o agora ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. O Ministério Público o acusa de contratação irregular de cabos eleitorais por meio de um órgão público. Também são julgados o ex-vice-governador Thiago Pampolha e o presidente afastado da Assembleia fluminense, Rodrigo Bacellar. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques quando o placar estava em dois a zero pela condenação dos réus. Nesta segunda-feira (23), após cinco anos no cargo, Cláudio Castro anunciou a renúncia para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro. Em um pronunciamento, Castro afirmou que sai 'de cabeça erguida'. Antes da renúncia, Castro assinou um decreto em que dá superpoderes ao secretário da Casa Civil, que terá atribuições orçamentárias e de nomeação de servidores. Nesta segunda, ele também fez um balanço do mandato e exaltou a megaoperação contra o Comando Vermelho, em outubro do ano passado, que terminou com 122 mortos, incluindo cinco policiais. Castro foi eleito vice-governador em 2018 e assumiu o comando do estado em 2021 após o afastamento de Wilson Witzel, que foi alvo de impeachment. Em 2022, foi reeleito em primeiro turno. O Rio não tem vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, está afastado pela Justiça. Com isso, o estado será gerido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. Com perfil discreto, o desembargador será responsável por convocar uma eleição indireta em 48 horas. A Assembleia deve realizar o pleito em 30 dias. O processo, no entanto, ainda está marcado por incertezas. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, derrubou regras como o voto aberto e o prazo de apenas 24 horas para desincompatibilização de candidatos. A liminar retirou, por ora, nomes cogitados para o mandato-tampão que ocupavam o secretariado de Castro. O plenário do STF ainda pode alterar o quadro.
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