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"textContent": "\nApesar de contar com uma estrutura, parte do público PCD do Lollapalooza Brasil 2026 teve dificuldades para utilizar serviços de acessibilidade durante o evento. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Mariana Ferreira relatou como foi a experiência dela durante o Lollapalooza. Ela, que é autista nível 1 de suporte, contou à reportagem da CBN como foi a experiência dela. \"Eu vi muita desorganização em relação a essa questão das filas preferenciais no evento. Eu queria ter utilizado a sala sensorial, mas eu não conseguia, porque só tinha uma única sala sensorial na entrada do festival e eu estava do outro lado do autódromo. Se eu não consigo chegar a essa sala sensorial, de que me adianta ter uma?\" Mariana também relatou problemas de superlotação nas áreas destinadas ao público PCD \"Um menino autista, que: estava provavelmente com a mãe dele, teve uma crise, começou a se bater na cabeça e recebeu atendimento depois de pular a grade do local, porque não tinha área de movimentação próxima da plataforma de acessibilidade\". Ao fazer a compra do Ingresso PCD, é necessário fazer cadastro é solicitado para que o público possa ser identificado e receber a pulseira na central de acessibilidade do festival. O espaço próximo aos palcos não era ao suficiente para comportar todo esse público, segundo Mariana. Mesmo os banheiros mais próximos dessa área eram químicos, ao contrário da estrutura montada no restante do festival. DO LADO DE FORA, PROBLEMAS DE LOGÍSTICA Além da preocupação de lama e filas dentro do festival, quem utilizou o Lolla Transfer na última sexta-feira encontrou problemas logísticos. A criadora de conteúdo Laís Giacomelli embarcou no ônibus às 16h, no ponto de encontro determinado na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, e conseguiu chegar em Interlagos às 20h. No caso dela, o trânsito não foi o único problema: \"O motorista não sabia onde deixar a gente. Ele disse a empresa não tinha explicado onde fazer o desembarque. Quando chegamos no lugar certo, não queriam deixar a gente passar por que o ônibus não estava credenciado\". O transporte público também foi um desafio para o público que saiu do Lollapalooza: muitas filas, trajeto lento e com pausas para o controle de fluxo do público. O advogado Paulo Benedetti relatou que esperou a quantidade de público do autódromo diminuir na sexta-feira, mas que mesmo assim ele encontrou problemas no trajeto para a Estação Autódromo da Linha 9-Esmeralda - a mais próxima do festival. \"A parte do foi caótica. Ficamos cerca de uma hora e meia ali na avenida esperando para conseguir entrar na estação. Depois que entramos no trem que ficou mais calmo\", conta Paulo. Para o restante do festival, ele optou pelo Trem Expresso. Segundo a ViaMobilidade, empresa responsável pela Linha 9-Esmeralda, a operação de transporte no primeiro dia do Lollapalooza registrou demanda recorde e transportou cerca de 66 mil passageiros do festival. A concessionária disponibilizou trens extras e reduziu os intervalos para atender a concentração de clientes em alguns momentos nos acessos externos da estação. A CBN procurou a organização do festival e a empresa Squad, responsável pelo Transfer Oficial do Lollapalooza, e aguarda um posicionamento. O geremte de pluralidade da Rock World, Thiago Amaral, destacou que o feedback do público será usado para eventuais alterações nos próximos edições do Lollapalooza: “A nossa ideia, sempre como a gente, quando pensa e planeja a acessibilidade, é que no próximo a gente vai melhorar. Isso é um lema nosso dentro de casa, porque a gente também, cada vez que faz a acessibilidade, a gente já está promovendo a inclusão.A partir do momento que a gente oferece o serviço, as pessoas se sentem confortáveis em vir. E a melhor forma para mim é como o público responde a isso. Então a gente vai analisar para o próximo ano o que foi de feedback desse ano. No geral, está tendo mais feedback positivo do que negativo.” De acordo com o coordenador, apesar da sala sensorial estar apenas em uma das entradas, todo evento tem cobertura dos assistentes sociais e terapeutas. “ \"A gente conta com uma equipe dedicada só a acessibilidade, que são fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. Eles estão posicionados em todas as áreas do festival, com colete laranja de identificação e escrita de acessibilidade. Geralmente a gente tem como ponto focal as plataformas de visibilidade. Então a pessoa indo até ali, ela vai ser acolhida por um profissional e a gente tem vans que fazem a cobertura de todo o festival pela área de serviço”, explica Thiago.",
"title": "Falta de fila preferencial, distância da sala sensorial e lotação no espaço PCD; público do Lollapalooza relata problemas de acessibilidade"
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