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  "textContent": "\nPreso na Superintendência da Polícia Federal desde quinta-feira (19), Daniel Vorcaro recebeu nesta sexta-feira (20) um dos seus advogados. O criminalista Sérgio Leonardo esteve no local para conversar com o ex-banqueiro e ficou cerca de duas horas. A transferência de Vorcaro do presídio federal para superintendência da Polícia Federal foi mais um passo para as negociações de uma delação premiada. A medida solicitada pela defesa, e atendida pelo ministro André Mendonça, é vista por especialistas como um avanço no processo de delação. Sala em que Daniel Vorcaro ficará no presídio federal do DF. Reprodução Vorcaro ainda está na fase inicial de negociação. Nesse momento, o investigado apresenta uma proposta de colaboração, com um relato preliminar do que pode falar e nomes de envolvidos. Os benefícios não são definidos de forma automática, sendo negociados entre a defesa, Ministério Público, PF. Lula diz que escândalo do Master é 'ovo da serpente' do governo Bolsonaro Deputada do PL que fez 'blackface' na Alesp recebeu recursos públicos nas eleições de 2022 ao se declarar parda A advogada criminalista Juliana Bertholdi reforça que a colaboração só terá validade se de fato Vorcaro apresentar algo novo, informações que os investigadores não tiveram acesso ainda: 'Estão conversando e estruturando o que há de fato a ser apresentado para então fazer essa proposta preliminar, que vai ser apresentada ao Ministério Público em que vai ser analisado se há de fato algo útil, uma novidade a ser trazida. Não adianta querer fazer colaboração premiada com o que já saiu no jornal, com o que todo mundo já sabe, com o que já está no processo. Para haver uma colaboração premiada e esse investigado ter a premiação, ele tem que trazer algo de novo, e por certo a defesa está avaliando o que há ali de valioso para ser entregue ao Ministério Público'. Há uma expectativa sobre o envolvimento de ministros do STF no caso do Banco Master. O professor de Direito da Universidade Federal Fluminense, Gustavo Sampaio, explica que se houver menção a um ministro da corte, seria algo inédito e demandaria a necessidade de autorização do tribunal para uma medida mais gravosa, como busca e apreensão: 'Juízes do Supremo Tribunal Federal gozam de prerrogativa de foro na própria corte e são julgados, se acusados, pelo plenário. Então, a caso a Polícia Federal deseje, por imperativo das provas, investigar o juiz do Supremo Tribunal, ela deverá se reportar à presidência da Suprema Corte para que o tribunal dê autorização para, a partir dali, a Polícia Federal seguir nas investigações no que se refere à possível participação de um ou mais ministros do tribunal' . Após os depoimentos, o acordo ainda precisa ser homologado pelo relator do caso no STF, que é o ministro André Mendonça. Inicialmente, ele não analisa o conteúdo dos depoimentos, mas analisa se o acordo seguiu a lei da delação premiada e se a colaboração foi feita de forma espontânea. Cabe à Polícia Federal e ao Ministério Público verificar a veracidade das informações apresentadas pelo colaborador e dar prosseguimento às medidas judiciais para a investigação desse caso.",
  "title": "Transferência para a PF: Daniel Vorcaro avança em negociação de delação; veja os próximos passos"
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