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"textContent": "\nDiálogos entre os policiais e o Tenente-Coronel Geraldo Neto demonstram a tensão durante o primeiro atendimento dos agentes no dia da morte da esposa dele, a soldado da PM Gisele Alves Santana, em São Paulo, no mês passado. Lollapalooza: vai caçar brindes? Veja ativações do festival Justiça mantém prisão de tenente-coronel acusado de matar PM em SP O material das câmeras corporais da PM foi anexado ao inquérito, com o registro das conversas que aconteceram no apartamento do casal que fica no Brás, região central. A CBN teve acesso ao material que mostra o conflito dos agentes em seguir protocolos em meio à hierarquia policial. Imagens de câmeras corporais registraram tenente-coronel após a morte da esposa Reprodução/Inquérito policial Nos diálogos, um tenente expressou preocupação quando o Tenente-Coronel Geraldo Neto afirmou que queria tomar um banho e trocar de roupa. O Tenente atendendo a ocorrência solicitou apoio, afirmando que \"se fosse uma ocorrência comum\", a PM não deixaria tomar banho para não comprometer a perícia. ✅ Clique aqui para seguir o canal da CBN no WhatsApp Ele também afirma em certo momento que não teria como dizer para um Tenente-Coronel, patente acima da dele, que ele não vai tomar banho. Os agentes questionaram Geraldo Neto sobre esse desejo de tomar um banho já que na primeira versão do crime que foi relatada por ele, ele estaria dentro do chuveiro quando ouviu o disparo da arma. A presença de um desembargador na cena do crime também foi considerada estranha pelos agentes, por não ser algo comum. No entanto, isso não foi questionado pelos policiais pela possibilidade de amizade entre eles. Após insistência, o Tenente-Coronel Neto entrou no apartamento acompanhado do desembargador, contra a vontade do magistrado. Os policiais orientaram ninguém mexesse em nada. Em outro momento, o Tenente-Coronel Neto demonstra preocupação que alguns itens de seu quarto haviam sido mexidos e chamando o desembargador para ver o quarto no qual estava dormindo. Nisso, um policial pediu que eles saíssem do local, o que foi acatado pelo desembargador — que concordou com a decisão. Geraldo Leite Rosa Neto está preso e réu por feminicídio e fraude processual. Ele é investigado pela morte da esposa. Agora, a Justiça comum e a Justiça Militar devem definir quem terá a competência para julgar o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio e fraude processual. Ele é investigado pela morte da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana. O que indica a investigação? PM Gisele Santana e o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto Reprodução/Redes Sociais As mensagens reveladas pela investigação mostram que Gisele pediu o divórcio cinco dias antes de ser morta. Segundo a polícia, o tenente-coronel não aceitava a separação. Em um dos trechos, Geraldo se descrevia como \"macho alfa\" e exigia que a esposa fosse uma \"fêmea beta, obediente e submissa\". A perícia encontrou marcas de violência no pescoço e na mandíbula de Gisele. A conclusão é que o coronel imobilizou a vítima por trás e disparou contra a cabeça dela. Initial plugin text O documento aponta ainda que o oficial demorou quase 30 minutos para pedir socorro, tempo que teria sido usado para manipular o corpo e limpar a cena do crime. Nesse intervalo, Geraldo ligou para o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do TJ-SP, que foi ao local. O corregedor da PM, Coronel Alex dos Reis Asaka, afirma que o magistrado compareceu apenas na condição de amigo do policial: \"O desembargador não foi ouvido ainda nos autos de intérprete da Polícia Militar, mas a notícia que eu tenho é que ele não interferiu de forma alguma na cena do crime. Ele foi lá como um amigo do Tenente Coronel e foi esse o papel que ele desenvolveu lá\".",
"title": "Câmeras corporais mostram tensão entre policiais após morte de PM em SP"
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