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  "textContent": "\nApós mais de cinco anos, o caso Henry Borel chega na próxima segunda-feira ao Tribunal do Júri da Capital. O julgamento colocará frente a frente acusação e defesa em um dos processos criminais de maior repercussão recente no país. Os réus são o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros. Ambos estão presos preventivamente e denunciados pela morte da criança, que tinha só 4 anos. Desde então, o caso percorreu um longo caminho judicial, marcado por diversas perícias, audiências e dezenas de recursos. O processo apura as circunstâncias da morte da criança - que deu entrada em um hospital da Barra da Tijuca sem vida e com 23 lesões pelo corpo, no dia 8 de março de 2021. O MP afirma que Jairinho, de forma consciente, causou as lesões corporais - e elas foram a causa única da morte do menino. Já Monique Medeiros é acusada de omissão no cuidado com o filho. Apesar da data definida, o início do julgamento ainda é cercado de incertezas. Ontem, os advogados de todas as partes se reuniram com a juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. As defesas dos réus afirmam que não tiveram acesso integral a todas as provas, como o laptop do pai de Henry, Leniel Borel. Para evitar possível nulidade do processo, a magistrada decidiu permitir o acesso solicitado. Leniel Borel, que hoje é vereador do Rio, afirma que a intenção dos réus é protelar ao máximo o julgamento para que consigam responder o processo em liberdade. \"As provas estavam lá, mas quem tem que pedir são eles. Então agora, aos 45 do segundo tempo, não me causa mais estranheza porque eu acho que tá muito claro: isso é manobra! Isso é mais uma manobra da defesa para postergar o júri. Parece um absurdo, mas eu tenho mais tempo que eu luto por justiça pelo meu filho - são mais de cinco anos - do que o meu filho que tinha quatro anos dez meses e dois dias. E agora estão tentando protelar um pouco mais. E aí tomem muito cuidado porque eles estão querendo soltar Monique e Jairo. E Monique e Jairo soltos, eles fogem desse país. Porém, o advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, afirma que é de interesse dos réus que o júri ocorra o mais breve possível. No entanto, ele deixa em aberto a possibilidade de a equipe de advogados não comparecer ao Tribunal, forçando o adiamento. \"Então, o nosso interesse é fazer o júri. Obviamente que nós não podemos, por um compromisso ético legal com o nosso cliente, fazer um júri às cegas. Seria até uma infração ética. Nenhum advogado pode fazer isso. A gente não pode. A gente tem uma responsabilidade. Então, nós não vamos, segunda-feira, chegar para abandonar o plenário. Se for ter qualquer situação, nós vamos avisar com antecedência.\" Quais são as estratégias da defesa? A principal tese da defesa de Jairinho é dizer que ele estava dormindo na hora da morte e descredibilizar os laudos que apontam agressões no menino. Segundo o advogado, os documentos foram falsificados por peritos do IML a pedido de Leniel - que nega a versão. Já a defesa de Monique Medeiros deve dizer que era ela quem dormia quando o menino morreu e, por isso, não pode falar ou responder criminalmente sobre o que ocorreu. Porém, às vésperas do julgamento, uma baixa na lista de testemunhas pode atrapalhar os planos de Monique: a babá de Henry, Thayná Oliveira, não foi localizada pelos oficiais de Justiça Com isso, a presença dela no julgamento é um incógnita. Pra defesa de Monique, o depoimento de Thayná é considerado ponto-chave para concentrar apenas em Jairo um perfil violento e atribuir a ele a responsabilidade pelas agressões - abrindo caminho para Monique ser inocentada. Quanto tempo julgamento deve durar? O julgamento na próxima semana promete ser cheio de reviravoltas, apelações e extremamente longo. Se tudo acontecer como programado pela juíza, ele deve se estender por, pelo menos, cinco dias. O desfecho do caso estará nas mãos do júri. A sessão será aberta com a presença mínima de 15 jurados. Então, serão sorteados sete jurados para compor o Conselho de Sentença. Defesa e MP podem recusar até três jurados cada, sem a necessidade de explicação. E, finalmente, após isso, começam os depoimentos do julgamento. Primeiro, são ouvidas as testemunhas de acusação, seguidas pelas de defesa. Em seguida, os acusados são interrogados. Na sequência, o Ministério Público tem até duas horas e meia para fazer a acusação. Depois, cada defesa tem também duas horas e meia pra falar. Ainda tem a réplica da acusação e a tréplica das defesas, com duas horas cada. Só depois disso, o júri se reúne para definir se os réus são culpados ou inocentes pelos crimes imputados.",
  "title": "Cinco anos depois, acusados no caso Henry Borel vão a júri popular; entenda o julgamento"
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