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Empresa de transporte marítimo paga US$ 2 millhões ao Irã para passagem segura pelo Estreito de Ormuz

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] March 20, 2026
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Uma empresa operadora de navios-tanque com petróleo pagou nesta semana uma taxa de US$ 2 milhões ao Irã para ter uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz. A informação foi revelada pela Lloyd's List Intelligence, uma empresa de dados marítimos. A Lloyd's List afirmou que pelo menos nove navios saíram do estreito usando o corredor, acrescentando que a marinha e a autoridade portuária do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica usaram a Ilha de Larak para 'avaliar a confirmação visual das embarcações'. Além disso, o jornal britânico Financial Times noticiou que várias embarcações transitaram pelo estreito canal esta semana, navegando ao redor da ilha iraniana de Larak, na qual os EUA afirmam ter atacado. Ainda não foi divulgado qual empresa de transporte de petróleo bruto pagou a taxa. Em meio a isso, o Irã expandiu os ataques contra instalações de petróleo e gás em todo o Golfo Pérsico. O governo de Teerã afirmou que o objetivo é atingir a infraestrutura de países que possuem ligação com os Estados Unidos e Israel. A ação ocorre em resposta ao bombardeio israelense contra o maior campo de produção de gás do mundo, que o Irã compartilha com o Catar. Diante da ofensiva, a Arábia Saudita afirmou que tem o direito de revidar as ações iranianas, e não apenas de se defender. Segundo o ministro das Relações Exteriores saudita, o Irã não aceita diálogo e tenta pressionar vizinhos. O aumento da tensão no Oriente Médio provocou a alta nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent superou os 115 dólares nessa quinta (19), o maior valor em mais de uma semana. Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã. Reprodução/Nasa Sobre o ataque ao campo de gás iraniano, o presidente Donald Trump afirmou que pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que não realizasse a operação. Segundo a agência Reuters, no entanto, há informações de que o bombardeio foi coordenado com os Estados Unidos. Em pronunciamento, Netanyahu declarou que Israel agiu sozinho e confirmou o pedido de Trump para evitar novos ataques a estruturas de energia. O conflito completa três semanas neste sábado (21) e o Pentágono vai pedir ao Congresso americano duzentos bilhões de dólares para continuar na guerra, segundo o jornal The Washington Post. Enquanto isso, em reunião na Arábia Saudita, doze países árabes e islâmicos condenaram as ações do Irã e exigiram o fim do apoio a milícias na região. Na Europa e no Japão, governos disseram que estão prontos para atuar na liberação do Estreito de Ormuz, via por onde passa 20% do petróleo mundial. Ainda nessa quinta-feira (19), Donald Trump causou mal-estar diplomático ao mencionar o ataque a Pearl Harbor durante encontro com a primeira-ministra do Japão. A fala ocorreu após ele ser questionado sobre a falta de aviso prévio aos aliados sobre as operações militares. O episódio de Pearl Harbor, citado pelo presidente, ocorreu na Segunda Guerra Mundial e deixou 2,4 mil americanos mortos. O ataque foi uma ofensiva surpresa realizada pelo Japão contra a base naval americana que afundou navios de guerra e destruiu aviões. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Divulgação/Casa Branca

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