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"publishedAt": "2026-03-19T22:36:13.000Z",
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"textContent": "\nO Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio e fraude processual, depois dele passar pela segunda audência de custódia na tarde de desta quinta-feira (19). Ele é acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça no apartamento onde os dois viviam, no centro de São Paulo. Como ambos eram da Polícia Militar, o caso foi conduzido tanto pela Corregedoria da corporação quanto pela Polícia Civil. A Justiça já acatou as denúncias nas duas esfera: militar e comum, mas o conflito de competência sobre onde o réu será julgado segue em aberto. Mesmo afastado das funções, o oficial está vinculado à PM e recebendo o salário de mais de R$ 30 mil. A advogada criminalista Renata Camila explica que o recebimento do salário é um rito administrativo e disse que o caso deve parar na Justiça Comum. \"O crime só seria julgado pela Justiça Militar se tivesse sido cometido no exercício da função policial. Como se trata de um crime doloso contra a vida ocorrido no âmbito doméstico e familiar — já que eles eram marido e mulher —, a competência deve ser da Justiça comum, no Tribunal do Júri. Posteriormente, haverá também um processo na corregedoria da Polícia Militar, e o oficial pode sofrer sanções administrativas, incluindo a expulsão da corporação\", explicou. O que indica a investigaão? As mensagens reveladas pela investigação mostram que Gisele pediu o divórcio cinco dias antes de ser morta. Segundo a polícia, o tenente-coronel não aceitava a separação. Em um dos trechos, Geraldo se descrevia como \"macho alfa\" e exigia que a esposa fosse uma \"fêmea beta, obediente e submissa\". A perícia encontrou marcas de violência no pescoço e na mandíbula de Gisele. A conclusão é que o coronel imobilizou a vítima por trás e disparou contra a cabeça dela. O documento aponta ainda que o oficial demorou quase 30 minutos para pedir socorro, tempo que teria sido usado para manipular o corpo e limpar a cena do crime. Nesse intervalo, Geraldo ligou para o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do TJ-SP, que foi ao local. O corregedor da PM, Coronel Alex dos Reis Asaka, afirma que o magistrado compareceu apenas na condição de amigo do policial: \"o desembargador não foi ouvido ainda nos autos de intérprete da Polícia Militar, mas a notícia que eu tenho é que ele não interferiu de forma alguma na cena do crime. Ele foi lá como um amigo do Tenente Coronel e foi esse o papel que ele desenvolveu lá\". A defesa do oficial contesta a prisão decretada pela Justiça Militar, alegando que ela é ilegal por se tratar de um crime de âmbito privado. Os advogados também entraram com um pedido de habeas corpus para que o tenente-coronel responda ao processo em liberdade.",
"title": "Justiça mantém prisão de tenente-coronel acusado de matar PM em SP"
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