CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilo do fundo Arleen
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March 18, 2026
A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do fundo Arleen, ligado à compra de participação da empresa do ministro do STF, Dias Toffoli, no resort Tayayá, no Paraná. Com isso, os deputados pretendem contornar a decisão do STF que havia revertido o acesso às contas da empresa do ministro. O requerimento, apresentado pelo senador Sergio Moro, abrange o período de fevereiro de 2021 a janeiro de 2026. Segundo os registros da Junta Comercial do Paraná o fundo Arleen adquiriu, em setembro de 2021, a fatia da empresa de Toffoli por cerca de 20 milhões. O fundo tem como único cotista o Fundo Leal, ligado ao empresário Fabiano Zettel, já alvo de quebra de sigilos pela CPI na semana passada. Relatórios do Coaf apontam que Zettel movimentou 99 milhões em sete meses. Parte dessas transações coincide com o período da compra do empreendimento, incluindo repasses ao Fundo Leal. A gestão do fundo pela Reag também embasou o pedido aprovado. A CPI também aprovou a convocação da influenciadora Martha Graeff, ligada ao empresário, e rejeitou o requerimento para ouvir o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
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