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  "textContent": "\nFormada por 32 países, a Agência Internacional de Energia (IEA) adotou uma medida inédita ao liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência. Esta é a maior liberação já feita pelo grupo e tem como principal motivação conter a alta do preço dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. Já Trump disse que o país vai usar somente “um pouco” de suas reservas estratégicas. Lideranças do Irã estão 'intactas' e regime 'não corre risco de colaso', afirma agência Irã acusa Europa de 'cumplicidade' nos ataques dos EUA e Israel contra o país Apesar da disponibilização do grupo, o preço do petróleo Brent — que funciona como referência internacional — registra alta de quase 5%, sendo negociado acima dos US$ 96 o barril. O Comando Militar do Irã afirmou, após ataques a mais três navios no Golfo Pérsico, que o mundo deve se preparar para o petróleo atingir os US$ 200 por barril. Em entrevista ao Jornal da CBN, Mahatma Ramos dos Santos, diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), explica que há alguns fatores que podem influenciar no aumento ou não dos preços do combustível. “A extensão do conflito, a abrangência, se sairá da região do Oriente Médio ou a quantos países irá se restringir… Tudo influencia na volatilidade e no patamar dos preços. Observa-se um grau de incerteza muito alto, inclusive porque o Estreito de Ormuz segue com restrições”, disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal da CBN no WhatsApp Quanto ao esforço dos países da Agência Internacional de Energia, alguns dos principais produtores de petróleo do mundo, a liberação dos 400 milhões de barris pode até minimizar a explosão de preços, mas apenas a curto prazo. Segundo Santos, a demanda global de petróleo é de cerca de 100 milhões de barris por dia. Portanto, entende-se que os atores acreditam que o conflito deve ser solucionado, ou ao menos minimizado, nos próximos dias ou semanas. “Não é uma ação que altere estruturalmente o mercado de óleo e gás mundial. Então, acredito que estão pensando em uma redução ou mitigação dessa aceleração dos preços no curto prazo”, explica. ‘Ideal seria retomar fluxos no Oriente Médio’ De acordo com o diretor do Ineep, as reservas dos 32 países-membros da IEA gira em torno de 1,2 bilhões de barris de petróleo. Assim, se deslocadas para o mercado ao longo das próximas semanas, seriam suficientes para minimizar os efeitos nos preços internacionais. Santos explica que essa não seria a única solução necessária e que o ideal seria retomar os fluxos comerciais no Oriente Médio. É provável que se observe, portanto, novas movimentações dos países quanto à exploração, produção e ao transporte do petróleo. “As mudanças são muito lentas e graduais no setor energético global. Então, não há mecanismos além das reservas. Caso o conflito se prolongue, ele pode incentivar os países produtores e exportadores a acelerar suas explorações, produção e comercialização, além de reconfigurar as rotas comerciais para evitar que o petróleo passe pelo Estreito de Ormuz. Isso deve gerar uma disputa geopolítica em torno da comercialização de insumos energéticos, tanto do petróleo quanto do gás natural. “A guerra é um instrumento primitivo de resolução de conflitos. É preciso retomar um movimento de fortalecimento das instituições multilaterais de diálogo entre as nações, da diplomacia como principal mecanismo de combate a essa crise",
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