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Israel afirma ter atingido usina no Irã usado para desenvolver armas nucleares

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] March 12, 2026
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Em um comunicado publicado nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que atingiram nesta quinta-feira (12) o complexo 'Taleghan', um local usado pelo regime iraniano para desenvolver capacidades de armas nucleares. 'O composto foi usado para desenvolver explosivos avançados e conduzir experimentos sensíveis como parte do projeto secreto 'AMAD' na década de 2000', diz o texto. 'Nos últimos anos, este local tem sido usado para desenvolver explosivos e realizar testes como parte do projeto Amad', complementa o comunicado. As Forças de Defesa de Israel já haviam atacado o local em outubro de 2024, mas desde então 'descobriram que o regime terrorista iraniano havia tentado reconstruí-lo, então ele foi atacado novamente'. Initial plugin text A emissora pública israelense Kan noticiou nesta quinta-feira (12) uma forte explosão na instalação nuclear de Fordow, no Irã. É citado um relatório da imprensa saudita para descrever a situação. A usina é uma das principais nucleares iranianas ao lado de Natanz e Isfahan. Ainda não há relatos de ataques a outras bases. Israel e os Estados Unidos acusam os locais de serem desenvolvimento de armamento nuclear, porém o Irã defende que é apenas para fins civis. Um comunicado divulgado nesta quinta-feira (12) pela Agência Internacional de Energia destaca que a a guerra no Irã e no Oriente Médio, com o fechamento do Estreito de Ormuz, está causando o maior impacto da história no mercado de petróleo. A agência alerta que a oferta global de petróleo deverá cair em 8 milhões de barris por dia em março, devido ao bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã. O texto observa que os países do Golfo já reduziram a produção total de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia – um volume equivalente a quase 10% da demanda mundial. 'A paralisação da produção a montante levará semanas e, em alguns casos, meses para retornar aos níveis pré-crise', acrescenta o relatório. Refinaria de petróleo PxHere Os preços do petróleo ultrapassaram novamente os US$ 100 por barril após mais caminhões-tanque de combustível terem sido atingidos por barcos carregados de explosivos em um suposto ataque iraniano nesta quinta. Dois petroleiros pegaram fogo em águas iraquianas após o que aparentavam ser ataques iranianos, enquanto o Irã alertava que o mundo deveria se preparar para o petróleo atingir US$ 200 o barril. Um funcionário iraquiano disse à mídia estatal que seus portos petrolíferos 'paralisaram completamente as operações'. Outros países retiraram embarcações da área por precaução. Com mercados de petróleo sentindo o impacto da guerra no comércio global, Donald Trump insistiu que os EUA haviam vencido a guerra, mas não queriam ter que voltar a ela a cada dois anos. 'Não queremos ir embora mais cedo, não é? Temos que terminar o trabalho', comentou. Trump também afirmou ter afundado 28 navios iranianos lançadores de minas no estreito. De acordo com a agência Reuters, o Irã atacou ao menos seis navios petroleiros na área. Teerã instalou ainda cerca de uma dúzia de minas na rota marítima, o que aumentou a tensão em um dos principais corredores de transporte de petróleo do mundo. Mesmo diante das ameaças, Trump declarou que as empresas petrolíferas devem continuar utilizando a rota. Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, os países da Agência Internacional de Energia decidiram liberar quatrocentos milhões de barris de petróleo das reservas de emergência para tentar conter a alta dos combustíveis. É a maior liberação já feita pelo grupo. Com a guerra, o preço do barril chegou perto de 120 dólares na segunda-feira, maior nível em quase quatro anos. Diante da ameaça global, Donald Trump tem enviado sinais contraditórios sobre a duração da guerra. Nessa quarta (11), ele cantou vitória em discurso a apoiadores. A guerra tem gerado altos custos ao governo americano. O Pentágono afirmou que a campanha contra o Irã custou 11 bilhões de dólares em uma semana. O valor exclui os gastos relacionados à preparação para os ataques. Petroleiro dos Estados Unidos. Patrick T. Fallon / AFP

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