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  "textContent": "\nA CPMI do INSS pode votar nesta quinta-feira (12) requerimentos de convocações do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, de dirigentes do Banco Master e da empresária Roberta Moreira Luchsinger, investigada no escândalo envolvendo o grupo do banqueiro Daniel Vorcaro. Nesta quarta-feira (11), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, declarou suspeição, por motivo de foro íntimo, ao abrir mão da relatoria do mandado de segurança que pede a instalação de uma CPI exclusivamente dedicada a investigar o Master na Câmara dos Deputados. Após um novo sorteio, o relator escolhido foi o ministro Cristiano Zanin. Toffoli também se declarou suspeito de participar da análise da decisão do colega André Mendonça que determinou a prisão de Vorcaro. O mandado de segurança foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg, diante das negativas do presidente da Câmara, Hugo Motta, de instalar a comissão. Ao chegar ao Supremo, como de praxe, há um sorteio para a relatoria dos processos. Apenas o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, não participa. Até o mês passado, Toffoli era relator do inquérito do Master no STF. Contudo, ele deixou o caso após a Polícia Federal levantar suspeitas sobre o envolvimento dele e da família com Vorcaro - alvo das investigações. Apesar da resistência dos presidentes da Câmara e do Senado, a pressão para instalar uma CPI para apurar as fraudes no Master tem crescido. Documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras em poder da CPMI do INSS mostraram que Vorcaro repassou cerca de R$ 700 milhões em ativos do Master a um paraíso fiscal enquanto negociava a venda do banco ao BRB. Relatórios do Coaf também apontaram que uma empresa do vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, recebeu mais de R$ 3,5 milhões do Master e da gestora de recursos Reag. O político confirmou ter recebido o dinheiro, mas alegou que o pagamento ocorreu pela prestação de serviços de consultoria. ACM Neto afirmou que vai acionar o Supremo para que seja investigado o vazamento de dados, segundo ele, manipulados. Nesta quarta, após reunião com André Mendonça para tentar reverter o esvaziamento da CPMI do INSS, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana, afirmou que o ministro sinalizou a possibilidade de rever decisões em relação a depoimentos. Segundo Viana, o relator do caso Master no STF também assumiu o compromisso de levar à Segunda Turma da Corte o recurso apresentado por parlamentares contra a decisão que tornou facultativa a ida de Vorcaro para prestar depoimento. De acordo com o presidente da CPMI, é questão de 'honra' ouvir o banqueiro. Viana também afirmou que pode entrar com um mandado de segurança no Supremo caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não dê sinalização sobre a prorrogação dos trabalhos do colegiado. Sessões da CPMI têm sido canceladas nos últimos dias diante de decisões do Supremo que tornam facultativas as presenças de convocados. Nessa quarta, por exemplo, havia a previsão do depoimento de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. O ministro André Mendonça, no entanto, concedeu habeas corpus a ele. O mesmo ocorreu com o depoimento da presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, que teve habeas corpus concedido pelo ministro Flávio Dino. O magistrado também suspendeu, na semana passada, a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula. Em outra comissão, a do Crime Organizado, foi aprovada a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Os parlamentares também aprovaram o acesso às movimentações financeiras de Luiz Philippi Mourão, o Sicário, considerado operador do esquema de Vorcaro. Sicário se matou na prisão. A CPI pediu informações sobre a morte ao ministro André Mendonça. A comissão aprovou ainda a convocação de Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, servidores do Banco Central investigados por suspeita de favorecer o Master. Além disso, a CPI aprovou requerimentos para convocar o presidente do BC, Gabriel Galípolo, a explicar os processos disciplinares que terminaram no afastamento dos dois funcionários. Também foi votado um pedido de informações ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O presidente da comissão, o senador Fabiano Contarato, disse que ninguém está 'acima da lei'. Ele defendeu a legitimidade das investigações. O fundador da Reag, João Carlos Mansur, foi o depoente da CPI nessa quarta. A empresa é investigada por suspeita de lavar dinheiro para o PCC usando fundos de investimento. O empresário negou irregularidades. Mansur disse que nunca captou um centavo público e alegou que a Reag foi penalizada por ser grande e independente. O relator da CPI, o senador Alessandro Vieira, criticou o fato de Mansur não querer responder perguntas sobre a relação entre a Reag e o Master. Vieira afirmou que a comissão 'não faz teatro, nem busca likes'. Contarato e Vieira pediram reuniões com o presidente do STF, Edson Fachin, para reaver documentos que tiveram quebras de sigilo aprovadas.",
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