Escola no Irã atacada estava em lista de alvos dos EUA e pode ter sido confundida, diz jornal
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March 12, 2026
De acordo com uma reportagem do jornal The Washington Post, o prédio da escola primária iraniana onde dezenas de crianças morreram em um ataque dos Estados Unidos e de Israel estava na lista de alvos americanos. Segundo pessoas familiarizadas com o ataque, o local pode ter sido confundido com uma instalação militar. No local, 175 pessoas morreram. A escola de dois andares tinha diversas crianças e também pais que levavam os filhos para casa. Os militares americanos dizem que o prédio havia sido identificado como uma fábrica e era um alvo aprovado para ataques. Uma pessoa revelou ao jornal que havia um depósito de armas como alvo na mesma área e não sabia se os Estados Unidos atingiram a escola por engano ou se as autoridades americanas tinham informações incorretas e pensaram que o prédio era o depósito de armas. 'Inicialmente houve alguma confusão sobre o motivo de estar na lista de alvos', disse uma terceira pessoa familiarizada com o ataque. Israel afirmou não ter tido participação no ataque. Além disso, dois oficiais israelenses disseram ao The Washington Post que esse alvo específico não foi verificado ou discutido com as Forças de Defesa de Israel antes de ser atingido. Na quarta-feira (11), o jornal New York Times noticiou que uma investigação preliminar do Pentágono sobre o ataque concluiu que os Estados Unidos foram os culpados e que o incidente pode ter sido resultado do uso de dados de localização desatualizados. Um oficial americano e uma pessoa familiarizada com o ataque confirmaram ao The Washington Post que a investigação inicial parecia indicar que o ataque à escola foi realizado pelos militares americanos. O ataque equivocado provavelmente ocorreu devido a um erro de inteligência na localização do alvo, disse o oficial. A escola costumava fazer parte de uma base naval iraniana e pode ainda estar afiliada à Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, mas foi cercada por muros desde 2015, e entradas separadas também foram adicionadas entre meados de 2015 e o início de 2016, de acordo com uma análise de especialistas em imagens de satélite. Há uma área de recreação ao ar livre que aparece no Google Earth já em 2017. A Human Rights Watch pediu uma investigação sobre o ataque como crime de guerra . Míssil atinge área próxima de escola no Irã. Reprodução O senador republicado dos Estados Unidos John Kennedy pediu desculpas nesta terça-feira (10) pelo que descreveu como um ataque americano a uma escola no Irã, incidente que, segundo ele, teria provocado a morte de mais de 160 pessoas. 'Foi terrível. Cometemos um erro', disse Kennedy aos repórteres no Capitólio. Outros países fazem esse tipo de coisa intencionalmente, como a Rússia. Nós jamais faríamos isso intencionalmente. Acho que o Departamento está investigando o caso agora, e eu sinto muito. Sinto muito mesmo que isso tenha acontecido', disse ele. Kennedy é o primeiro legislador republicano a admitir a possível responsabilidade americana pelo bombardeio, ocorrido em Minab, no sul do Irã, no primeiro dia da atual guerra entre os dois países. Enquanto o Pentágono mantém que a investigação ainda está em curso, análises independentes e imagens preliminares indicam que o ataque pode ter sido causado por um míssil Tomahawk de fabricação americana, lançado durante bombardeios contra alvos militares iranianos nas proximidades da escola. O presidente dos EUA, Donald Trump, questionou a versão de culpa americana, sugerindo inicialmente que o ataque poderia ter sido promovido pelo Irã, mas depois admitiu que o caso está 'sob investigação'. A explosão provocou comoção internacional e pressão de membros do Congresso dos EUA, incluindo democratas que pedem uma apuração completa e imparcial do Pentágono sobre o fato.
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