Segunda Turma do STF vai julgar manutenção da prisão de Daniel Vorcaro
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March 4, 2026
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, a partir de 13 de março, se mantém a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A análise será feita em plenário virtual e vai referendar ou refutar a decisão do relator do caso, ministro André Mendonça, que autorizou a nova fase da operação da Polícia Federal. Além de Mendonça, integram a Segunda Turma os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. Na decisão que determinou as prisões, Mendonça destacou indícios de interlocução de Vorcaro com servidores do Banco Central que deveriam fiscalizar a instituição financeira, mas que teriam sido cooptados para atuar em favor do banqueiro. Para o ministro, manter o empresário em liberdade, mesmo com tornozeleira eletrônica, colocava em risco as investigações e permitia a continuidade das atividades do grupo, que já teria causado prejuízos milionários. Grupo investigado Também foram presos Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como responsável por ações de intimidação; e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Segundo a decisão, o grupo teria atuado no monitoramento de adversários e demonstrado “alta capacidade de reorganização” mesmo após operações anteriores. A ação desta quarta-feira (4) marcou a terceira fase da Operação Compliance Zero. De acordo com as investigações, Vorcaro teria tido acesso indevido a informações sigilosas relacionadas ao caso. Tentativa de suicídio Luiz Phillipi Mourão tentou suicídio após a prisão, segundo informou a Polícia Federal. Ele estava detido na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais quando atentou contra a própria vida. De acordo com a corporação, policiais prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Mourão foi encaminhado a um hospital. A PF informou que abrirá procedimento para apurar as circunstâncias do ocorrido e enviará registros do caso ao gabinete do ministro André Mendonça. Segundo as investigações, Mourão receberia até R$ 1 milhão por mês para atuar em ações de intimidação e monitoramento de adversários do banqueiro.
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