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Chefe de segurança do Irã diz que país não negociará com os Estados Unidos

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] March 2, 2026
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O chefe de segurança do Irã afirmou nesta madrugada que o país não negociará com os Estados Unidos. A declaração contradiz o presidente Donald Trump, que antes havia dito que a nova liderança tinha interesse em retomar as negociações. O segundo dia do conflito coordenado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã foi marcado por novos ataques e retaliações do governo iraniano, que reagiu à morte do líder supremo Ali Khamenei. O Irã iniciou uma contraofensiva em larga escala por meio da Guarda Revolucionária Islâmica, com ataques a bases israelenses, próximas a Jerusalém, e em oito países da região. Os Estados Unidos confirmaram a morte de três militares norte-americanos e cinco feridos graves durante as ofensivas do Irã. O presidente Donald Trump disse que essas mortes serão vingadas. Ele determinou que o país persa deponha as armas. Ao mesmo tempo em que afirmou que está disposto a reabrir as negociações com o Irã, Trump disse que a campanha militar no país vai continuar por ao menos quatro semanas. Ele ainda afirmou que 48 líderes iranianos foram mortos. Entre as baixas do regime iraniano, está o ex-presidente do país Mahmoud Ahmadinejad. O governo iraniano afirmou que cento e cinquenta e três pessoas morreram após uma escola primária só de meninas ter sido atingida por mísseis nos ataques dos Estados Unidos e de Israel. Hoje, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, participa de reuniões em Israel para tratar do Irã. A presidente do Poder Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, convocou um encontro especial de atualização de segurança para discutir a situação. Já o conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atômica, órgão de vigilância nuclear da ONU, realiza reunião de emergência para discutir os ataques. O encontro foi pedido pela Rússia. Trump havia dito que liderança do Irã estava disposta a negociar O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (1º) ao jornal britânico "Daily Mail" que o conflito com o Irã deve se arrastar pelas próximas quatro semanas. Trump disse ao jornal que continuava aberto a mais conversas com os iranianos, mas não disse se isso aconteceria "em breve". Mais cedo, ele disse à revista "The Atlantic" que a nova liderança do país se mostrou disposta a retomar as negociações sobre o programa nuclear. Depois da morte do aiatolá Ali Khamenei pelos ataques de EUA e Israel, a nova liderança iraniana é o aiatolá Alireza Arafi. Em respostas um tanto reticentes à publicação, o que é já comum nas falas do presidente dos EUA, Trump afirmou que o Irã quer conversar mas repetiu que tinha alertado ao Irã que essa conversa deveria ter sido na semana passada e naõ agora. O que contradiz a própria atitude do ataque dos EUA, em meio a essas negociações. As discussões sobre o programa nuclear iraniano foram a justificativa de EUA e Israel para o início da campanha militar, no sábado (28), que matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Em mais uma postura reticente, ao ser questionado pela reportagem se um contato com a nova liderança provisória do aiatolá iraniano aconteceria "hoje ou amanhã", respondeu: “Não posso dizer isso”.

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