{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiebvysp63icuwrjkbnorb3z73l2krm2ecy3lnhcfmbyrdayldn4xy",
    "uri": "at://did:plc:ozyukmutyreglxifxuzagnly/app.bsky.feed.post/3mfr5eqfzpel2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiempwf6nqoam4xqq7n3fx425c56ojk5zh5anzxhkce2iacm65c564"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 100523
  },
  "path": "/mundo/noticia/2026/02/26/ira-diz-que-acordo-imediato-com-os-eua-esta-ao-alcance-caso-proposta-foque-em-armas-nucleares.ghtml",
  "publishedAt": "2026-02-26T11:18:50.000Z",
  "site": "https://cbn.globo.com",
  "tags": [
    "cbn"
  ],
  "textContent": "\nImportante conselheiro do líder supremo do Irã e ex-ministro da Defesa do país, Ali Shamkhani publicou nas redes sociais nesta quinta-feira (26) que um acordo pode ser alcançado rapidamente se as negociações se concentrarem exclusivamente no compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares. Segundo ele, se a principal questão das negociações for 'impedir o Irã de produzir armas nucleares, isso estaria em consonância com a fatwa (decreto religioso) do líder supremo e com a doutrina de defesa do Irã, e um acordo imediato está ao alcance'. Além disso, na publicação, ele acrescentou que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, que lidera as negociações por Teerã, tem 'apoio e autoridade suficientes para garantir este acordo'. Em uma declaração nesta quinta-feira (26), o Irã prometeu que mostraria flexibilidade nas negociações nucleares indiretas com os Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, comentou à Press TV que as negociações focariam de forma exclusiva em temas nucleares e nas sanções. Além disso, ele comentou que o país encara a situação com 'seriedade e flexibilidade'. Poucas horas antes do início das negociações, o Irã defendeu que as conversas com os Estados Unidos exclusivamente na questão nuclear e no levantamento das sanções contra Teerã. Apesar disso, o país deixou claro a defesa do seu direito à tecnologia nuclear pacífica, que Washington considera um caminho potencial para a obtenção de armas nucleares. A afirmação é do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, que participa das negociações indiretas em Genebra nesta quinta-feira (26). 'Um acordo está ao alcance, mas somente se a diplomacia for priorizada', disse Araghchi em um comunicado divulgado na X. Araghchi chegou à cidade suíça na quarta-feira (25) e se reuniu com seu homólogo de Omã antes das negociações. Antes de partir do Irã, Araghchi afirmou que um diálogo 'justo, equilibrado e equitativo' seria essencial. Nessa quarta-feira (25), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou que a recusa do Irã em levantar discussões sobre mísseis balísticos era um 'grande problema'. Segundo ele, isso precisaria ser resolvido já que eles foram projetados 'exclusivamente para atacar os Estados Unidos'. Negociações entre ministro de Relações Exteriores de Omã com enviadores americanos. Divulgação A terceira rodada de negociações indiretas entre o Irã e os Estados Unidos sobre a questão nuclear iraniana, mediada por Omã, teve início em Genebra, na Suíça. A informação é da agência de notícias iraniana Fars e posteriormente confirmada por fontes diplomáticas à agência de notícias AFP. A delegação iraniana é liderada pelo Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, enquanto a delegação americana é chefiada pelo Enviado Presidencial Especial, Steve Witkoff. Também está presente o genro de Trump, Jared Kushner. As conversas seguem as discussões realizadas no mesmo local na semana passada e serão mediadas pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi. Elas devem se concentrar na questão nuclear e no levantamento das sanções contra Teerã. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, acusou o Irã na quarta-feira (25) de tentar reconstruir seu programa nuclear após os ataques americanos a instalações nucleares iranianas em junho passado. Em entrevista à Fox News, ele comentou que o 'objeto militar final' do Irã é construir armas nucleares. Brasil está entre países que alertaram contra viagens para o Oriente Médio Avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo Renato S. Cerqueira/Ato Press/Agência O Globo O Brasil está entre as dezenas de países que alertaram contra viagens ao Oriente Médio por conta do aumento da tensão entre Irã e os Estados Unidos. Nessa quarta-feira (25), a Austrália foi mais uma a orientar os dependentes de diplomatas em Israel e no Líbano a deixarem os dois países. O governo australiano também ofereceu a possibilidade de saída voluntária aos dependentes de diplomatas nos Emirados Árabes Unidos, no Catar e na Jordânia, em meio ao que o Ministério das Relações Exteriores descreveu como uma 'deterioração da situação de segurança na região'. Os próprios Estados Unidos retiraram funcionários não essenciais e familiares elegíveis de sua embaixada no Líbano no início desta semana, alegando uma revisão do 'ambiente de segurança'. Chipre, Alemanha, Índia, Polônia, Sérvia e Suécia aconselharam seus cidadãos no Irã a deixarem o país. Singapura recomendou que seus cidadãos continuem a adiar todas as viagens para o Irã. O Brasil recomendou na semana passada que seus cidadãos deixassem o Irã, após um alerta semelhante emitido para seus cidadãos no Líbano em janeiro. No ano passado, o governo já havia recomendado que brasileiros não viajassem para os dois países.",
  "title": "Conselheiro iraniano diz que acordo com os EUA está 'ao alcance' caso negociação foque em armas nucleares"
}