VÍDEO: Corretora morta por síndico em Caldas Novas (GO) gravou momento do ataque
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February 19, 2026
Um vídeo gravado pela própria corretora Daiane Alves de Souza momentos antes de desaparecer foi decisivo para que a Polícia Civil de Goiás esclarecesse a dinâmica do crime e concluísse que ela foi vítima de uma emboscada. Tarcísio comemora rebaixamento de escola que homenageou Lula: 'já vai tarde' Polícia conclui que síndico matou corretora com dois tiros na cabeça em Caldas Novas (GO) As imagens mostram o momento em que Daiane desce ao subsolo do condomínio, em Caldas Novas, no sul de Goiás, após o desligamento do disjuntor de energia do apartamento. Nas gravações, o síndico Cleber de Rosa de Oliveira aparece usando luvas, encapuzado e com o carro posicionado próximo ao local, à espera da vítima. Corretora morta por síndico em Goiás gravou momento do ataque - Reprodução Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Cleber por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo a investigação, o crime foi premeditado. A tomografia realizada no Instituto Médico Legal (IML) apontou que Daiane foi atingida por dois tiros na cabeça, o que descarta as hipóteses de acidente ou legítima defesa. Durante o depoimento, o suspeito afirmou que houve uma luta corporal e que o disparo teria sido acidental. No entanto, essa versão foi refutada pela perícia. Testes de acústica realizados pela Polícia Técnico-Científica comprovaram que qualquer tiro efetuado no subsolo seria audível na portaria e nos andares do prédio. Porteiros ouvidos pela polícia disseram que não escutaram disparos no dia do crime. Exames periciais também identificaram vestígios de sangue da vítima no quarto de ferramentas e no veículo do investigado, por meio da aplicação de luminol, substância utilizada para revelar material biológico. De acordo com a polícia, após render Daiane no subsolo, o síndico a colocou no próprio carro e a levou até uma área de mata, onde efetuou os disparos e ocultou o corpo. O cadáver foi localizado dias depois, já em avançado estado de decomposição. Relembre o caso Daiane Alves Souza era natural de Uberlândia, em Minas Gerais, e morava em Caldas Novas há cerca de dois anos. Ela administrava seis apartamentos da família na cidade turística. Familiares relataram que Daiane tinha desavenças com moradores do prédio. Em 17 de dezembro, dia do desaparecimento, a corretora desceu ao subsolo para verificar um problema na energia elétrica, porque o apartamento dela estava sem luz. Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane no elevador por volta das 19h. Ela entra e grava um vídeo para uma amiga, sai logo depois e não é mais vista. A Polícia Civil destacou como ponto-chave um intervalo de 7 minutos e meio sem imagens de segurança. Esse período corresponde ao tempo entre a saída da vítima do elevador e a chegada ao local dos disjuntores do prédio — trecho em que não há registros. O registro citado foi feito por volta das 19h30. O corpo de Daiane Alves foi encontrado em estado de esqueletização. Os restos mortais estavam a mais de 15 quilômetros do local do crime.
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