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Ex-príncipe Andrew teria compartilhado com Epstein relatórios de visitas oficiais pela coroa

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] February 19, 2026
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A operação policial desta quinta-feira (19) que prendeu o ex-príncipe do Reino Unido Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, se desencadeou após a divulgação de e-mails pelo Departamento de Justiça dos EUA relativo ao caso Esptein. Os arquivos mostram o ex-duque compartilhando relatórios de visitas oficiais a Hong Kong, Vietnã e Singapura com o criminoso sexual. Um e-mail, datado de novembro de 2010, parece ter sido encaminhado por Mountbatten-Windsor cinco minutos após ter sido enviado por seu então assessor especial, Amir Patel. Andrew ainda não foi interrogado pelos investigadores que estão avaliando uma série de acusações relacionadas a tráfico sexual, abuso de poder e exploração sexual, mas o Rei Charles garantiu que está pronto para cooperar com a polícia na investigação. Outro indivíduo, na véspera de Natal de 2010, envia a Epstein um relatório confidencial sobre oportunidades de investimento na reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão. Andrew também pode ter contrabandeado uma mulher para o Palácio de Buckingham, que pode ter entrado clandestinamente na Grã-Bretanha a bordo do jato "Lolita Express" de Epstein. Andrew nega qualquer irregularidade. Andrew foi preso por má conduta em cargo público devido ao seu envolvimento com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Em uma nota oficial, a polícia britânica disse que prendeu 'um homem de sessenta e poucos anos de Norfolk sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk'. O chefe de polícia adjunto Oliver Wright disse que 'após uma avaliação minuciosa, abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público'. 'É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com os nossos parceiros para investigar este alegado crime. Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento oportuno'. A polícia do Vale do Tâmisa afirmou anteriormente que estava analisando alegações de que uma mulher foi levada para o Reino Unido por Epstein para ter um encontro sexual com Andrew, e afirmações de que ele compartilhou informações confidenciais com o financista enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. Fotografias de carros policiais descaracterizados e agentes à paisana em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, foram publicadas nesta quinta-feira. Esta quinta também é o aniversário de Andrew. Andrew deixou oficialmente de ser considerado príncipe em outubro de 2025, após mais alegações do seu relacionamento com o criminoso sexual Jeffrey Epstein virem à tona. A decisão veio do próprio rei. O membro da família real também perdeu a designação de "Sua Alteza Real" depois que o rei emitiu uma Carta Patente, um tipo de documento secular usado por monarcas para conceder — e revogar — nomeações ou títulos. Um comunicado publicado no The Gazette, o registro público oficial do Reino Unido, dizia: 'O REI teve a satisfação de, por meio de Cartas Patentes sob o Grande Selo do Reino, datadas de 3 de novembro de 2025, declarar que Andrew Mountbatten-Windsor não terá mais o direito de deter e desfrutar do estilo, título ou atributo de 'Alteza Real' e da dignidade titular de 'Príncipe'.' O rei também retirou formalmente o título de Duque de York de seu irmão. Quem é Andrew? Andrew Mountbatten-Windsor em cerimônia quando ainda era príncipe. Reprodução/Wikimedia Commons Terceiro filho da rainha Isabel II e do príncipe Filipe, ele é o irmão mais novo do rei. Logo ao nascer, recebeu o título de príncipe, que foi revogado posteriormente. Também virou Duque de Iorque devido ao seu casamento com Sarah Ferguson em 1986. Eles se divorciaram dez anos depois. Andrew serviu na Marinha do Reino Unido como piloto e instrutor de helicóptero, além de capitão de um navio de guerra. Chegou até mesmo a participar em voos na Guerra das Malvinas. Ele atuava como representante do comércio internacional para a coroa britânica, o que levou a sua ligação inicial com Epstein. O cargo foi ocupado até 2011. Antes mesmo dos arquivos mostrarem a forte conexão entre os dois, Andrew chegou a ser acusado oficialmente de abuso sexual infantil por Virginia Giuffre. Ela afirma que foi traficada sexualmente para Andrew por Epstein, o que o ex-príncipe negou. O caso, de 2014, aumentou ainda mais a pressão sobre ele ao longo dos anos. Por conta disso, e mais conexões surgirem com o criminoso sexual, ele renunciou das funções públicas em maio de 2020, além de devolver afiliações militares honorárias e patrocínios de caridade em 2022. Naquele mesmo ano, foi oficialmente acusado de agressão sexual por Virginia em Nova York, realizando um acordo extrajudicial pagando uma indenização para que as acusações fossem retiradas.

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