Argentina enfrenta greve geral no país contra reforma trabalhista enviada por governo Milei
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February 19, 2026
A Argentina enfrenta nesta quinta (19) uma greve geral contra uma reforma trabalhista enviada ao Congresso pelo presidente Javier Milei. A proposta já foi aprovada no Senado e começa a ser discutida nesta quinta-feira (19) na Câmara dos Deputados. A paralisação foi convocada pela maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho. A expectativa do governo é que a proposta seja aprovada na Câmara até 1º de março. Por causa da greve, dezenas de voos entre o Brasil e a Argentina programados para esta quinta-feira (19) foram cancelados ou reprogramados. Com a adesão de pilotos, funcionários aeronáuticos e até de trabalhadores petroleiros que abastecem aviões, a Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de 255 voos, incluindo 21 entre o Brasil e cidades argentinas. As companhias aéreas Gol, Latam Airlines e Jetsmart também anunciaram o cancelamento ou reprogramação dos voos entre Brasil e Argentina. A greve geral impossibilitará todas operações aeroportuárias nas cidades de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário. Além da greve geral, também é esperada uma onda de protestos. Em resposta, o governo Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias. A reforma proposta pelo governo Mielei já é considerada uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. O texto amplia a jornada de trabalho de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras.
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