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Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo em 2026

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] February 17, 2026
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A escola de samba Mocidade Alegre foi a grande campeã do Carnaval de São Paulo em 2026. Com 269.8 pontos, esse é o 13º título da agremiação, que venceu pela última vez em 2024. A Mocidade homenageou a atriz Léa Garcia com o enredo "Malunga Léa — Rapsódia de uma Deusa Negra". A artista foi representada na avenida pela médica e apresentadora Thelma Assis, a Thelminha. A presidente Solange Bichara contou à CBN que a agremiação sempre gostou de apostar em carnavalescos novos e que a escola ajudou a lançar diversos profissionais no Carnaval. "Então, várias pessoas a gente lançou, porque a gente acredita, a gente aposta. Porque é o novo, da para a gente mexer um pouquinho também, porque eu sou xereta, tá? Nem tudo eu gosto: eu gosto de pôr a mão, eu gosto de mudar algumas coisinhas. E aí o pessoal tem que se permitir também a entender isso." Ao ser questionada se estava contente, Solange respondeu que estava muito feliz e realizada, e afirmou que devia o resultado à comunidade da Mocidade Alegre, a quem elogiou e agradeceu. O filho de Léa Garcia, Marcelo Garcia, é o encarregado de passar para frente o legado da mãe — que hoje conquistou a avenida e, pelas palavras dele mesmo, uma importante página na história. 'A Léa vive. Ela é uma atriz eterna, atemporal. Tenho certeza que onde ela estiver ela está muito satisfeita'. Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo em 2026 O segundo lugar ficou com a Gaviões da Fiel com 269.7 pontos. A escola teve como enredo "Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã". O desfile reforçou o legado e a luta dos povos indígenas em defesa da floresta, da vida e da ancestralidade. Em terceiro lugar ficou a Dragões da Real, com 269.6 pontos. 📝 Qual foi a ordem dos quesitos na apuração? Troféus do Carnaval de São Paulo 2026 Marcela Marcos/CBN Evolução Samba-enredo Bateria Enredo Mestre-sala e Porta-bandeira Alegoria Comissão de frente Harmonia Fantasia Na apuração, as notas são divulgadas por quesito, e a menor pontuação de cada um é descartada. Ao final da apuração, as notas são somadas, e as duas escolas com menor pontuação total são rebaixadas e passam a disputar o Carnaval de 2027 no Grupo de Acesso 1. Por outro lado, as duas agremiações mais bem colocadas no Grupo de Acesso 1 garantem vaga no Grupo Especial em 2027. Neste ano, a Acadêmicos do Tucuruvi ficou com o título do Grupo de Acesso 1, seguida pela Pérola Negra, vice-campeã. Apuração das escolas de samba de São Paulo A Camisa Verde e Branco, do Grupo Especial, e a Independente Tricolor, do Grupo de Acesso 1, começaram as apurações com menos 0,2 ponto por terem estourado o tempo máximo do desfile. A campeã de 2025, Rosas de Ouro, foi punida em 0,5 ponto porque não entregou as pastas técnicas destinadas aos jurados do desfile dentro do prazo estabelecido. 🎭 Como foi a primeira noite de desfiles em São Paulo? Desfile da Dragões da Real (SP). Marcela Marcos/ CBN Os desfiles das escolas de samba de São Paulo tiveram início na sexta-feira (13), com a apresentação da Mocidade Unida da Mooca. Com um enredo em homenagem ao Instituto da Mulher Negra Gelédes, fundado por Suely Carneiro, a agremiação levou ao Sambódromo do Anhembi um desfile voltado à valorização e à força da mulher negra. Na concentração, o desfile da Acadêmicos do Tatuapé animou profissionais da limpeza que acompanhavam a movimentação antes da entrada na avenida. Também passaram pelo sambódromo as escolas Colorado do Brás, Dragões da Real, Rosas de Ouro e Vai-Vai. O encerramento da noite ficou por conta da Barroca Zona Sul. 🎊 Confira como foi a segunda noite de desfiles em São Paulo Mocidade Alegre no desfile das escolas de samba do grupo especial de São Paulo Edilson Dantas / O Globo A Império de Casa Verde abriu a segunda noite de desfiles do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi com o enredo "Império dos Balangandãs, Joias Negras Afro-Brasileiras". Em seguida, a Águia de Ouro levou à avenida o enredo "Mokum Amsterdã: o voo da Águia à cidade libertária", destacando as relações entre brasileiros e holandeses, com forte presença das cores azul e dourado e alegorias adornadas com girassóis. A terceira escola a desfilar foi a Mocidade Alegre, que emocionou o público ao homenagear a atriz Léa Garcia com o enredo "Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra". A artista foi representada na avenida pela médica e apresentadora Thelma Assis, a Thelminha. A cantora Jessica Américo também se destacou como uma das vozes do samba-enredo, em um momento marcado pela representatividade feminina. Na sequência, a Gaviões da Fiel impressionou o público com carros alegóricos de grandes proporções — um deles com cerca de 25 metros de altura — no enredo "Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã". O desfile reforçou o legado e a luta dos povos indígenas em defesa da floresta, da vida e da ancestralidade. A madrugada teve ainda como destaque a rainha de bateria Sabrina Sato. Depois, a Estrela do Terceiro Milênio homenageou o sambista e compositor Paulo César Pinheiro com o enredo "Hoje a Poesia Vem ao Nosso Encontro", uma viagem pela vida e obra do poeta das canções. Na sequência, a Tom Maior levou para a avenida a homenagem ao médium e escritor Chico Xavier, com o enredo "Nas Entrelinhas da Alma, As Raízes do Céu Em Uberaba". O desfile destacou a cidade mineira e chamou atenção pelo contraste do azul profundo com o branco nos carros alegóricos. A Camisa Verde e Branco foi a última a desfilar pela avenida e empolgar a torcida, que cantou o samba-enredo do início ao fim. A escola apresentou o enredo "Abre Caminhos", em homenagem ao orixá Exu, símbolo da abertura de caminhos. O desfile apostou em um colorido marcante, com predominância do vermelho e do preto, levando o enredo ao longo da avenida.

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