MP-SP apoia prisão de donos de academia por morte de aluna em aula de natação
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February 13, 2026
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP)se manifestou a favor da prisão dos três donos da academia onde Juliana Faustino, de 27 anos, morreu após uma aula de natação na unidade do Parque São Lucas, na Zona Leste da capital. A informação foi divulgada pelo TV Globo e confirmada nesta sexta-feira (13) pela CBN. Cezar Miquelof Terração e os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. A Polícia Civil pediu a prisão temporária dos três. A Justiça paulista analisa o pedido, e a decisão pode sair a qualquer momento. Academia C4 Gym, onde aluna morreu após participar de aula de natação Klauson Dutra/CBN A defesa dos sócios afirmou que eles estão colaborando com as investigações e declarou causar indignação o indiciamento antes da conclusão dos laudos periciais. Já a Polícia Civil solicitou a prisão sob o argumento de que os três são responsáveis por tentar manipular e dificultar as investigações sobre a intoxicação por gás tóxico durante a aula de natação. Desde o início houve resistência em colaborar, segundo a polícia, com ausência injustificada em convocações informais, atraso no comparecimento à delegacia e não apresentação de documentos considerados essenciais ao inquérito. Ao todo, sete pessoas são consideradas vítimas suspeitas de intoxicação: uma morreu, três seguem internadas em estado grave e as demais foram liberadas. Tentativas de interferir em depoimentos A polícia também afirma que os sócios tentaram interferir no depoimento do manobrista Severino Silva, de 43 anos, que aparece em imagens de câmeras de segurança realizando a mistura de produtos químicos com cloro. Em depoimento, Severino afirmou que recebia orientações por WhatsApp de Celso Bertolo Cruz sobre a manutenção da piscina e que o sócio teria apagado mensagens com instruções sobre os procedimentos adotados. Segundo a polícia, ele é considerado um funcionário que apenas cumpria ordens e, neste momento, não deve ser indiciado. Celso Bertolo Cruz confirmou à Polícia Civil que apagou as mensagens por desespero, alegando que o conteúdo se referia apenas a medições e dosagens de cloro. Mais de 15 pessoas já foram ouvidas no inquérito até o momento, e novas testemunhas devem ser chamadas para depor. A polícia também pretende ouvir mais dois funcionários, incluindo a faxineira e um supervisor de professores, que podem fornecer informações sobre a rotina da piscina. Uso de cloro acima do recomendado O delegado Alexandre Bento afirmou que a investigação já apontou que o uso excessivo de cloro foi responsável pela morte de Juliana, mas a apuração ainda depende da análise de documentos e exames periciais. Um segundo manobrista também aparece na investigação. Reinaldo esteve na academia na noite do incidente, segundo a polícia, a pedido dos sócios. As mensagens trocadas com eles teriam sido apagadas, o que dificultou a apuração dos fatos.
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