{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreic3drpdpbtywbdmrosxydbbsj6j5wtvno7c3wynvlqyfgw3our33a",
"uri": "at://did:plc:ozyukmutyreglxifxuzagnly/app.bsky.feed.post/3mer2qfmjobo2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreia44zqot5tqoitw2xgce4e3k76kwdd27mxm6hpsrkhaqse53mbtsa"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 1608295
},
"path": "/politica/noticia/2026/02/13/mendonca-deve-se-reunir-com-a-pf-nesta-sexta-13-para-tratar-das-investigacoes-do-caso-master.ghtml",
"publishedAt": "2026-02-13T17:21:16.000Z",
"site": "https://cbn.globo.com",
"tags": [
"cbn"
],
"textContent": "\nO novo relator do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, deve se reunir na tarde desta sexta-feira (13) com a Polícia Federal para obter informações detalhadas sobre o andamento das investigações. A previsão é que o encontro ocorra por volta das 15h. Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli Entenda o futuro do caso Master após mudança de relatoria de Toffoli para André Mendonça Mendonça foi sorteado para assumir a relatoria do processo depois que o ministro Dias Toffoli deixou o caso. Ao se manifestar, Toffoli afirmou que não há suspeição nem conflito de interesses relacionados ao episódio. Com a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria, ministros avaliam que o clima ficou mais ameno, mas a crise não deve se encerrar no curto prazo. Após mais de três horas de reunião, integrantes do STF divulgaram nota de apoio a Toffoli, afirmando que não houve suspeição, e o processo passou a ter nova relatoria. ✅ Clique aqui para seguir o canal da CBN no WhatsApp O ministro André Mendonça foi sorteado para dar sequência ao processo. Ele já atuou como relator em ações sobre descontos do INSS, tema que tem conexões com o caso do Banco Master. No Congresso, já há ao menos três pedidos de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, e parlamentares, sobretudo da oposição, devem manter a pressão após o Carnaval. Em nota divulgada pelo STF, os ministros manifestaram apoio a Toffoli, e disseram não ser o caso de dar continuidade à arguição de suspeição. Este ponto é fundamental, pois mantém a validade das decisões do então relator e das provas já coletadas. A crise se agravou após o ministro Dias Toffoli admitir que recebeu dividendos da Maridt Participações S.A, que tinha cotas do Resort Tayayá, no Paraná. Ele, no entanto, negou qualquer relação de amizade com Vorcaro e disse que não recebeu dinheiro do banqueiro e do cunhado dele, Fabiano Zettel. Relembre as decisões controversas de Toffoli na relatoria do caso Master Ministro Dias Toffoli, do STF Gustavo Moreno/STF Desde dezembro, quando foi sorteado relator da Operação Compliance Zero, o ministro Dias Toffoli tomou uma série de decisões controversas. Inicialmente, alegando que havia citação a um deputado da Bahia, o ministro decretou altíssimo nível de sigilo. Logo em seguida, atendendo a um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, o ministro manteve o processo no STF e centralizou toda a investigação. Na véspera de Natal, Toffoli determinou uma acareação entre o dono do Master, o ex-presidente do BRB e o diretor de fiscalização do Banco Central, que acabou cancelando, depois de muitas críticas. Em janeiro, depois de uma nova fase da Compliance Zero, numa decisão incomum, o ministro Dias Toffoli determinou que as provas recolhidas pela Polícia Federal fossem armazenadas no STF. De novo criticado, ele acabou mudando de ideia e determinou que o material fosse enviado à Procuradoria-Geral da República. Mas 24 horas depois, Toffoli decidiu que as provas só poderiam ser examinadas por peritos indicados por ele. No dia seguinte, ele reduziu de cinco para dois dias o prazo para que a Polícia Federal tomasse o depoimento de 8 investigados. Em outra decisão polêmica, o ministro tornou sigilosos os dados do banqueiro Daniel Vorcaro que haviam sido quebrados pela CPMI do INSS. Nesta quinta-feira (12), antes de deixar a relatoria, o ministro Dias Toffoli tomou mais uma decisão polêmica. Ordenou que a Polícia Federal enviasse ao STF o conteúdo de todos os celulares e de outras mídias periciados. O comportamento de Toffoli e o contrato da mulher do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro reabriram a discussão sobre a necessidade de um código de conduta dos magistrados do STF. No início do mês, o presidente do STF, Edson Fachin, nomeou a ministra Carmem Lucia para elaborar as regras, mas acabou adiando a reunião sobre o assunto, depois de resistências dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Uma pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira (12) revelou que 82% dos brasileiros concordam com a criação de um código de conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal.",
"title": "Mendonça deve se reunir com a PF nesta sexta (13) para tratar das investigações do caso Master"
}