Rússia anuncia nova rodada de negociações com a Ucrânia na próxima semana para o fim da guerra
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February 13, 2026
O governo da Rússia anunciou nesta sexta-feira (13) uma nova rodada de negociações com a Ucrânia na próxima semana para o fim da guerra. A ideia é seguir nas conversas para encontrar consensos que acabem com o conflito, que está próximo de completar quatro anos. Segundo o porta-voz de Vladimir Putin, Dmitri Peskov, há um acordo 'para que isto aconteça na próxima semana'. Ainda não há uma definição de dias e do local. O líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugeriu que Moscou estava 'em dúvida' sobre a continuidade das negociações trilaterais. Kiev anunciou esta semana que a reunião poderá ocorrer nos dias 17 e 18 de fevereiro em Miami, local onde têm sido realizadas consultas bilaterais desde o ano passado entre o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, e representantes de ambos os lados do conflito. No início do mês, a Rússia defendeu que as conversas entre o país e a Ucrânia em Abu Dhabi, nos Emirados Arábes Unidos, apresentaram diversos avanços positivos para um acordo de paz em breve. A avaliação é do enviado do presidente russo Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, para as negociações. Segundo declaração à mídia estatal, ele comentou que 'as coisas estão avançando em uma direção boa e positiva'. O principal ponto de discórdia é o destino a longo prazo do território no leste da Ucrânia. O governo ucraniano sempre rechaçou entregar parte dos territórios, mas já aceita isso atualmente. No entanto, os russos defendem que seja uma fatia maior do que está sendo proposto. Moscou exige que Kiev retire suas tropas de vastas áreas do Donbas, incluindo cidades fortemente fortificadas situadas sobre extensos recursos naturais, como condição prévia para qualquer acordo. Também exige o reconhecimento internacional de que as terras tomadas na invasão pertencem à Rússia. Kiev afirmou que o conflito deve ser congelado ao longo da atual linha de frente e rejeitou uma retirada unilateral de forças. Ataque russo atinge oito distritos de Kiev SERGEI SUPINSKY / AFP A proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos, que será discutida dentro do encontro desta quarta (4) envolve diretamente os parceiros europeus do país, assim como um apoio dos EUA. O plano prevê o envolvimento progressivo de forças europeias e, em caso de violações repetidas, apoio militar direto dos EUA. As informações são de uma reportagem do jornal Financial Times. O plano começaria com o destacamento de uma força de dissuasão liderada pela Europa, apoiada por logística e inteligência dos EUA. Em caso de escalada, uma segunda fase seria acionada, envolvendo a Frente Popular da Ucrânia (Willing) e, por fim, uma resposta militar coordenada com participação direta dos EUA. A ideia é, inicialmente, manter uma maior tranquilidade e distanciamento após um final da guerra. O envolvimento viria apenas em caso de necessidade. A Rússia afirmou nesta segunda-feira (2) que segue 'aberta a negociações' com a Ucrânia sobre a guerra. Segundo declaração do porta-voz do governo, Dmitry Peskov, houve progressos de algumas questões e as divergências diminuíram. Apesar disso, ele defende que se trata um 'processo complexo e multifacetado'. 'Em algumas questões, fizemos progressos porque houve discussões e conversas. Em algumas questões, é mais fácil encontrar um terreno comum. Existem questões em que é mais difícil encontrar um consenso. Não é possível fazer nenhum progresso nessas áreas ainda', disse em uma coletiva de imprensa. Ele completou comentando que uma negociação para o fim da guerra até pode acontecer. Porém, o presidente russo, Vladimir Putin, possui uma condição: a necessidade de ocorrerem em Moscou, capital da Rússia.
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