Servidor do Ministério Público do Amapá é investigado por crimes sexuais contra 10 mulheres
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February 12, 2026
Um servidor do Ministério Público do Amapá (MP-AP) está foragido após a emissão da prisão preventiva. Ele é acusado de cometer crimes sexuais contra 10 servidoras dentro do ambiente de trabalho. O suspeito não teve a identidade revelada. O homem e o advogado de defesa efetuaram acordo com a Polícia para apresentação voluntária do investigado na última quarta-feira (11), mas ambos não compareceram à unidade policial. De acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher do Município de Santana (AP), Katiuscia Pinheiro, “a primeira denúncia foi realizada no Ministério Público. De lá, partiu uma requisição judicial para a Delegacia de Atendimento à Mulher para instauração do inquérito. Uma vítima indicava outra e, assim, chegamos à marca de 10 vítimas identificadas”. A ordem de prisão preventiva foi realizada com base em provas documentais, depoimentos, elementos técnicos e digitais reunidos durante a investigação. Segundo Katiuscia Pinheiro, homem é investigado por assédio sexual, importunação sexual e estupro cometidos contra colegas de trabalho. “Foi muito difícil para todas elas. Nas audiências, relataram com muita dificuldade os fatos que teriam sofrido. Todas as audiências foram gravadas em vídeo. O Ministério Público, inclusive, eu quero ressaltar, foi favorável à decretação da prisão”, frisou. As vítimas eram subordinadas ao acusado. A Polícia Civil segue com as investigações, com foco na integridade das vítimas e testemunhas. “No entanto, não foi cumprido o acordo. Eu entrei em contato novamente com o advogado, ele disse que estava em audiência. O fato é que, até o presente momento, ele não apresentou o cliente dele. As equipes foram destacadas para localização e prisão do acusado”, finalizou Katiuscia Pinheiro. Em nota, o MP-AP informou que, ao tomar conhecimento das denúncias de crimes sexuais, adotou medidas cabíveis, como o afastamento das funções e a instauração de Processo Administrativo Disciplinar para apurar os fatos. A instituição oferece apoio às vítimas e colabora com as investigações criminais. A organização repudiou qualquer prática criminosa e ressaltou o compromisso com a defesa dos direitos e da dignidade humana.
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